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Questões de EFAF Filosofia - Temática - Filosofia Brasileira

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3 Questões

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Questão 1 10868359
Fácil

Concursos Fundação Carlos Chagas (2ª região) 2013
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia contemporânea Temática
  • Filosofia Brasileira

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

 

Diante do futuro

 

    Que me importa o presente? No futuro é que está a existência dos verdadeiros homens. Guyau*, a quem não me canso de citar, disse em uma de suas obras estas palavras:

    “Porventura sei eu se viverei amanhã, se viverei mais uma hora, se a minha mão poderá terminar esta linha que começo? A vida está por todos os lados cercada pelo Desconhecido. Todavia executo, trabalho, empreendo; e em todos os meus atos, em todos os meus pensamentos, eu pressuponho esse futuro com o qual nada me autoriza a contar. A minha atividade excede em cada minuto o instante presente, estende-se ao futuro. Eu consumo a minha energia sem recear que esse consumo seja uma perda estéril, imponho-me privações, contando que o futuro as resgatará − e sigo o meu caminho. Essa incerteza que me comprime de todos os lados equivale para mim a uma certeza e torna possível a minha liberdade − é o fundamento da moral especulativa com todos os riscos. O meu pensamento vai adiante dela, com a minha atividade; ele prepara o mundo, dispõe do futuro. Parece-me que sou senhor do infinito, porque o meu poder não é equivalente a nenhuma quantidade determinada; quanto mais trabalho, mais espero.”

* Jean-Marie Guyau (1854-1888), filósofo e poeta francês.

(PRADO, Antonio Arnoni (org.). Lima Barreto: uma auto-biografia literária. São Paulo: Editora 34, 2012. p. 164)

Lima Barreto vale-se do texto de Guyau para defender a tese de que

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Questão 54 11230316
Fácil

IFSP 2010/1
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Temática
  • Estética Filosofia Brasileira

O autor utiliza-se de uma linguagem figurada para dar ênfase a sua opinião.

 

Isso está claramente perceptível em

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Questão 3 11475910
Difícil

IFPA Integrado 2019
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Temática
  • Ética Filosofia Brasileira

Leia o texto:

 

As possibilidades perdidas


    Fiquei sabendo que um poeta mineiro que
eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria
completado 100 anos neste mês de agosto, caso
vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta,
Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele,
e um em especial me chamou a atenção: “Viver
não dói. O que dói é a vida que não se vive”.
    Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa
dor não advém das coisas vividas, mas das coisas
que foram sonhadas e não se cumpriram.
    Por que sofremos tanto por amor? O certo
seria a gente não sofrer, apenas agradecer por
termos conhecido uma pessoa tão bacana, que
gerou em nós um sentimento intenso e que
nos fez companhia por um tempo razoável, um
tempo feliz. Sofremos por quê?
    Porque automaticamente esquecemos o que
foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas
projeções irrealizadas, por todas as cidades
que gostaríamos de ter conhecido ao lado do
nosso amor e não conhecemos, por todos os
filhos que gostaríamos de ter tido junto e não
tivemos, por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado, e não
compartilhamos. Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade interrompida.
    Sofremos não porque nosso trabalho é
desgastante e paga pouco, mas por todas as
horas livres que deixamos de ter para ir ao
cinema, para conversar com um amigo, para
nadar, para namorar. Sofremos não porque
nossa mãe é impaciente conosco, mas por
todos os momentos em que poderíamos estar
confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos
compreender. Sofremos não porque nosso time
perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos
não porque envelhecemos, mas porque o futuro
está sendo confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas
com as quais sonhamos e nunca chegamos a
experimentar.
    Como aliviar a dor do que não foi vivido? A
resposta é simples como um verso: se iludindo
menos e vivendo mais.

MEDEIROS, Martha. As possibilidades perdidas. RevistaPazes: 2016. Disponível em: https://www.revistapazes.com/ perdidasmarthamedeiros. Acesso  em: 13 set. 2018.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para irao cinema, para conversar com um  amigo, para nadar, para namorar”.

 

No trecho destacado, a vírgula tem por  objetivo:

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