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Questões de EFAF Filosofia - Filosofia contemporânea

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30 Questões

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Questão 156 11347982
Médio

CONCURSOS 2 2024
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia contemporânea Temática
  • Filosofia Política

O anarquismo, enquanto ideologia política, surgiu na segunda metade do século XIX, especialmente com base nas ideias do filósofo francês Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865). Assinale a alternativa que indica princípios tipicamente anarquistas:

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Questão 15 10774470
Médio

IFMG 2023/2
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia contemporânea Temática
  • Filosofia Política

Leia os textos (4) e (5) a seguir para responder à questão.

 

Texto (4)

 

sinopse do livro A insustentável leveza do ser

    Neste que é sem dúvida um dos romances mais importantes do século XX, ficção e filosofia se entrelaçam por meio da história de quatro adultos capazes de quase tudo para vivenciar o erotismo que desejam para si. Como limite, encontram um tempo histórico politicamente opressivo e o caráter enigmáti co da existência humana.

    Infidelidade, amor, compaixão, eterno retorno, acaso e arbítrio são alguns dos grandes temas que Kundera articula num romance de ideias e paixões, em que o leitor percorre conceitos filosóficos de braços dados com cada um dos personagens — Tereza, Tomas, Sabina e Franz — e acompanha suas histórias de vida com a profundidade de um estudo. O resultado é uma obra em tudo original, um clássico da literatura contemporânea.

Disponível em: htt ps://www.travessa.com.br/a-insustentavel-leveza-doser-1-ed-2017/arti go/17963dfa-0699-4144-ac15-ed2bab880a38 Acesso em: 10 mai. 2023.

 

Texto (5)

 

A insustentável leveza do google

Gigante da tecnologia nega seus próprios argumentos ao manipular noticiário

José Henrique Mariante
6.mai.2023 às 23h15 / Folha de São Paulo / Caderno Opinião

 

Os coloridos escritórios do Google em São Paulo ficam na Faria Lima, avenida símbolo do universo financeiro do país que dispensa apresentações. Se é fácil imaginar o estereóti po de um farialimer e suas pretensões sociais e políticas, a gigante de tecnologia parece não caber direito no figurino da região. A turma se esforça nas bicicletas e patinetes na tentativa de emular um Vale do Silício, mas a ciclovia em algum ponto acaba. Na borda dessa terra plana, resta a megalópole infartada.

Trabalhar na zona de conforto é desejo de qualquer empresa. Na semana passada, o Google mostrou que não vê limites na empreitada para se manter nela. Reportagem da Folha mostrou que, na véspera da votação do PL 2630, que aperta a regulação das redes sociais, o buscador usado por 97% da população dava ampla visibilidade para uma espécie de editorial de seu próprio blog, com críticas à iniciativa.

Também de acordo com o texto, o NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou que links de conteúdo de oposição ao projeto recebiam tratamento privilegiado nas buscas. O Google nega, mas parece evidente que seu sistema impulsionou um noticiário que o favorecia. É grave o ocorrido, e aqui a discussão não é o teor do projeto, seus defeitos ou virtudes.

Basta mudar o objeto de disputa para entender o tamanho do problema. Hoje é uma legislação que afeta a empresa, amanhã pode ser um candidato. A empresa tem o direito e o dever de se manifestar na discussão de uma lei que mira seu funcionamento, mas não pode interferir no fluxo da comunicação, manipular o noticiário e até mesmo o Congresso.

O Google também não é um veículo de imprensa. Fosse, seria responsabilizado pelo que faz ou deixa de fazer, como acontece com este jornal. Aliás, é exatamente o que não quer ser ao combater o projeto. A Folha tem responsabilidade legal por centenas de jornalistas e isso demanda controle, profissionalismo. As redes sociais não querem o ônus de controlar milhões de pseudojornalistas. Não podem, então, ter o bônus de publicar editoriais como se isso fosse conteúdo jornalístico regular.

Disponível em htt ps://www1.folha.uol.com.br/colunas/jose-henrique -mariante-ombudsman/2023/05/a-insustentavel-leveza-do-google.shtml Acesso em: 10 mai. 2023. Fragmentos.

Releia o trecho:


O Google nega, mas parece evidente que seu sistema impulsionou um noticiário que o favorecia.

 

Quais evidências o texto II apresenta para sustentar sua crítica contra as ações do Google?

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Questão 14 10774463
Médio

IFMG 2023/2
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia contemporânea Temática
  • Filosofia Política

Leia os textos (4) e (5) a seguir para responder à questão.

 

Texto (4)

 

sinopse do livro A insustentável leveza do ser

    Neste que é sem dúvida um dos romances mais importantes do século XX, ficção e filosofia se entrelaçam por meio da história de quatro adultos capazes de quase tudo para vivenciar o erotismo que desejam para si. Como limite, encontram um tempo histórico politicamente opressivo e o caráter enigmáti co da existência humana.

    Infidelidade, amor, compaixão, eterno retorno, acaso e arbítrio são alguns dos grandes temas que Kundera articula num romance de ideias e paixões, em que o leitor percorre conceitos filosóficos de braços dados com cada um dos personagens — Tereza, Tomas, Sabina e Franz — e acompanha suas histórias de vida com a profundidade de um estudo. O resultado é uma obra em tudo original, um clássico da literatura contemporânea.

Disponível em: htt ps://www.travessa.com.br/a-insustentavel-leveza-doser-1-ed-2017/arti go/17963dfa-0699-4144-ac15-ed2bab880a38 Acesso em: 10 mai. 2023.

 

Texto (5)

 

A insustentável leveza do google

Gigante da tecnologia nega seus próprios argumentos ao manipular noticiário

José Henrique Mariante
6.mai.2023 às 23h15 / Folha de São Paulo / Caderno Opinião

 

Os coloridos escritórios do Google em São Paulo ficam na Faria Lima, avenida símbolo do universo financeiro do país que dispensa apresentações. Se é fácil imaginar o estereóti po de um farialimer e suas pretensões sociais e políticas, a gigante de tecnologia parece não caber direito no figurino da região. A turma se esforça nas bicicletas e patinetes na tentativa de emular um Vale do Silício, mas a ciclovia em algum ponto acaba. Na borda dessa terra plana, resta a megalópole infartada.

Trabalhar na zona de conforto é desejo de qualquer empresa. Na semana passada, o Google mostrou que não vê limites na empreitada para se manter nela. Reportagem da Folha mostrou que, na véspera da votação do PL 2630, que aperta a regulação das redes sociais, o buscador usado por 97% da população dava ampla visibilidade para uma espécie de editorial de seu próprio blog, com críticas à iniciativa.

Também de acordo com o texto, o NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou que links de conteúdo de oposição ao projeto recebiam tratamento privilegiado nas buscas. O Google nega, mas parece evidente que seu sistema impulsionou um noticiário que o favorecia. É grave o ocorrido, e aqui a discussão não é o teor do projeto, seus defeitos ou virtudes.

Basta mudar o objeto de disputa para entender o tamanho do problema. Hoje é uma legislação que afeta a empresa, amanhã pode ser um candidato. A empresa tem o direito e o dever de se manifestar na discussão de uma lei que mira seu funcionamento, mas não pode interferir no fluxo da comunicação, manipular o noticiário e até mesmo o Congresso.

O Google também não é um veículo de imprensa. Fosse, seria responsabilizado pelo que faz ou deixa de fazer, como acontece com este jornal. Aliás, é exatamente o que não quer ser ao combater o projeto. A Folha tem responsabilidade legal por centenas de jornalistas e isso demanda controle, profissionalismo. As redes sociais não querem o ônus de controlar milhões de pseudojornalistas. Não podem, então, ter o bônus de publicar editoriais como se isso fosse conteúdo jornalístico regular.

Disponível em htt ps://www1.folha.uol.com.br/colunas/jose-henrique -mariante-ombudsman/2023/05/a-insustentavel-leveza-do-google.shtml Acesso em: 10 mai. 2023. Fragmentos.

O título do texto opinativo A insustentável leveza do Google é uma menção explícita ao título do romance de Milan Kundera.

 

Esta estratégia intertextual tem caráter de

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Questão 44 10776966
Difícil

EPCAR 2022
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia contemporânea Temática
  • Filosofia da Educação

TEXTO

 

‘A única coisa que não pode ser comprada é o saber’, diz Nuccio Ordine

por Leonardo Cazes

 

    RIO - Na abertura dos seus cursos na
Universidade da Calábria, na Itália, o filósofo Nuccio
Ordine sempre pergunta aos seus alunos: “por que vocês
vieram para a universidade?”. A provocação de Ordine
[5] parte da sua constatação de que as instituições de ensino
se tornaram meras fábricas que despejam jovens
diplomados no mercado de trabalho, e não lugares aonde
se vai para compreender o mundo e a si mesmo.
    Contra uma visão utilitarista dos saberes, o
[10] filósofo escreveu o manifesto “A utilidade do inútil” (...),
best-seller na Europa que chega agora ao Brasil.


    Como convencer as pessoas da utilidade do
que é considerado inútil?

[15]    É preciso olhar o mundo em que vivemos, onde
a lógica do dinheiro domina tudo. A única coisa que não
pode ser comprada é o saber. Não é possível se tornar
um homem culto com um cheque em branco. Criamos um
mundo onde as pessoas pensam apenas no seu próprio
[20] egoísmo. Perdeu-se de vista o sentido da solidariedade
humana. Um mundo que nos obriga a viver na dor é um
mundo possível? Eu não acredito. Os saberes, como a
música, a literatura, a filosofia, a arte, nos ensinam a
importância da gratuidade. Devemos fazer coisas que não
[25] buscam o lucro. A dignidade humana não é a conta que
temos no banco. A dignidade humana é a nossa
capacidade de abraçar os grandes valores, a
solidariedade, o amor pela justiça, o bem-estar. Como
convencer as pessoas disso? Meu argumento é que
[30] estamos numa rota autodestrutiva.

 

    No livro, o senhor mostra que a discussão
sobre o utilitarismo e o poder do dinheiro existe há
séculos. O que há de diferente hoje?

[35]    Desde o período clássico, vários autores
refletiram sobre o perigo do dinheiro. Mas, hoje, nós
temos uma radicalização na busca pelo lucro que se
tornou uma forma de autodestruição do próprio
capitalismo. É a ânsia de ganhar mais e mais que vai
[40] destruir o capitalismo.

(O Globo, Segundo Caderno, p. 06 – 27/02/2016.)

Sobre o título do manifesto escrito por Nuccio Ordine – “A utilidade do inútil” –, é correto afirmar que

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Questão 43 10776964
Difícil

EPCAR 2022
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia contemporânea Temática
  • Ética

TEXTO

 

‘A única coisa que não pode ser comprada é o saber’, diz Nuccio Ordine

por Leonardo Cazes

 

    RIO - Na abertura dos seus cursos na
Universidade da Calábria, na Itália, o filósofo Nuccio
Ordine sempre pergunta aos seus alunos: “por que vocês
vieram para a universidade?”. A provocação de Ordine
[5] parte da sua constatação de que as instituições de ensino
se tornaram meras fábricas que despejam jovens
diplomados no mercado de trabalho, e não lugares aonde
se vai para compreender o mundo e a si mesmo.
    Contra uma visão utilitarista dos saberes, o
[10] filósofo escreveu o manifesto “A utilidade do inútil” (...),
best-seller na Europa que chega agora ao Brasil.


    Como convencer as pessoas da utilidade do
que é considerado inútil?

[15]    É preciso olhar o mundo em que vivemos, onde
a lógica do dinheiro domina tudo. A única coisa que não
pode ser comprada é o saber. Não é possível se tornar
um homem culto com um cheque em branco. Criamos um
mundo onde as pessoas pensam apenas no seu próprio
[20] egoísmo. Perdeu-se de vista o sentido da solidariedade
humana. Um mundo que nos obriga a viver na dor é um
mundo possível? Eu não acredito. Os saberes, como a
música, a literatura, a filosofia, a arte, nos ensinam a
importância da gratuidade. Devemos fazer coisas que não
[25] buscam o lucro. A dignidade humana não é a conta que
temos no banco. A dignidade humana é a nossa
capacidade de abraçar os grandes valores, a
solidariedade, o amor pela justiça, o bem-estar. Como
convencer as pessoas disso? Meu argumento é que
[30] estamos numa rota autodestrutiva.

 

    No livro, o senhor mostra que a discussão
sobre o utilitarismo e o poder do dinheiro existe há
séculos. O que há de diferente hoje?

[35]    Desde o período clássico, vários autores
refletiram sobre o perigo do dinheiro. Mas, hoje, nós
temos uma radicalização na busca pelo lucro que se
tornou uma forma de autodestruição do próprio
capitalismo. É a ânsia de ganhar mais e mais que vai
[40] destruir o capitalismo.

(O Globo, Segundo Caderno, p. 06 – 27/02/2016.)

Sobre o texto, é correto inferir que

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Questão 19 15408055
Difícil

FIRJAN 2020
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia contemporânea Temática
  • Filosofia Política

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

A Era da Liquidez: Parte II (Tempos Líquidos)

No livro “Tempos Líquidos”, Bauman aprofunda os diálogos sobre a modernidade líquida nas questões sócio-políticas. (...) Primeiramente ele fala sobre as comunidades, grupos que remetem à busca de uma convivência harmônica segundo regras de convívio. Para Bauman, esse conceito de comunidade foi ultrapassado. Hoje, o que existe é uma versão compacta do “viver junto” que quase nunca se concretiza, o que gera uma utopia que serve como ideal para a parte vulnerável da sociedade: as chamadas “comunidades estéticas”. Segundo Bauman, as comunidades estéticas são ajuntamentos de pessoas com laços frouxos. Elas passam uma sensação de segurança, conforto, união e cumplicidade, mas que não são mais que momentos para aliviar o sufoco cotidiano de viver (são os clubes esportivos, os grupos étnicos, os coletivos artísticos, os sindicatos, etc.). “As minorias se investem do objetivo de fazer uma comunidade para se protegerem da realidade líquida”. De uma forma geral, as atuais relações profissionais, da mesma forma que as sociais, estão cada vez mais fragilizadas e desvirtuadas. E o resultado, segundo Bauman, é sempre o mesmo: carência de empatia, inconsistência e falta de comprometimento.

Eduardo Ruano, disponível em: https://laparola.com.br/a-era-da-liquidez-tempos-liquidosAcesso em 25/08/2019

O autor do texto infere que a tese defendida por Bauman deixa claro que um dos grandes causadores da falta de empatia, inconsistência e comprometimento entre as pessoas, nas relações sociais e profissionais é:

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