Questões de EFAF Filosofia - Temática
741 Questões
Questão
2 11766756
Fácil
Pref. de São Paulo 6º Ano 2017/1
A fábula do porco-espinho
Durante a Era Glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, pois assim se agasalhariam e se protegeriam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com um indivíduo muito próximo podia causar, já que o mais importante era o calor do outro e assim sobreviveram.
Disponível em: https://www.paulinas.org.br/familia-crista/ptbr/?system=news&id=3835&action=read. Acesso em: 12 abr. 2017.
O fato narrado que deu início a história dos porcos-espinhos foi eles
Questão
28 11063833
Fácil
IFTM Integrados 2017/1
"Se o ser humano pôde criar robôs teleguiados por computadores trabalhando para ele, por que parar tal processo? Por que não colocá-los a serviço de todos? Por que não redistribuir o trabalho para todos, com readequação da carga horária [...]? Talvez não seja necessário mais do que isso, embora soluções como essas impliquem grandes transformações na sociedade dos que detêm o poder econômico.[...] Sem emprego, quem consumirá? Sem consumo, quem empregará? E por esse motivo que a formulação de uma renda mínirna, independentemente de qualquer trabalho, encontra defènsores em quase todos os setores sociais".
CARMO, P. Sérgio do. O trabalho na econontia global. São Paulo: Modern42004.p. 108-110 (adaptação)
De acordo com o texto e com seus conhecimentos, qual seria o paradoxo (contradição) da economia globalizada e quais as soluções apresentadas pelo autor para resolver esse problema?
Questão
9 11033443
Fácil
IFRJ 2017
Após a leitura do poema ÉTICA, de Agamenon Almeida, responda à questão
Texto
Confesso amargurado, envelheci precocemente
São tantos os conceitos que não compreendo mais
Valores que norteavam o procedimento humano
Perderam-se sem sentido no meio dos mortais.
[5] Vejo a ÉTICA desfigurada pelo engodo traiçoeiro.
Vejo homens que se prestam a servis interesseiros.
Vejo pragas que se alastram e embaçam a visão
Em condutas vergonhosas, lamentável aberração.
[10] Vejo aqueles que ponderam de forma tão sutil
Preparando argumentos para um tropeço vil
Que por vezes escancara as raias do absurdo
Que não resta outra saída: seja cego, surdo, mudo.
[15] Mas ainda temos loucos de loucura tão pungente
Que acreditam ser possível salvar a nossa mente
Da tortura tão em voga sem perder a condição
De ser gente decente sem de a ÉTICA abrir mão.
Por isso sempre digo, já não passo de um louco.
[20] Acredito nos motivos que movem estes poucos
Que colocam atrevidos, a ÉTICA por condição
Para erguer toda decência - não há outra solução.
Disponível em: http://uneversos.com/poesias/24298. Acesso em: 20 out. 2016.
Vocabulário: engodo - enganação; vil - desprezível; pungente – aguçado
No início da quarta estrofe, a conjunção mas indica
Questão
8 11033415
Fácil
IFRJ 2017
Após a leitura do poema ÉTICA, de Agamenon Almeida, responda à questão
Texto
Confesso amargurado, envelheci precocemente
São tantos os conceitos que não compreendo mais
Valores que norteavam o procedimento humano
Perderam-se sem sentido no meio dos mortais.
[5] Vejo a ÉTICA desfigurada pelo engodo traiçoeiro.
Vejo homens que se prestam a servis interesseiros.
Vejo pragas que se alastram e embaçam a visão
Em condutas vergonhosas, lamentável aberração.
[10] Vejo aqueles que ponderam de forma tão sutil
Preparando argumentos para um tropeço vil
Que por vezes escancara as raias do absurdo
Que não resta outra saída: seja cego, surdo, mudo.
[15] Mas ainda temos loucos de loucura tão pungente
Que acreditam ser possível salvar a nossa mente
Da tortura tão em voga sem perder a condição
De ser gente decente sem de a ÉTICA abrir mão.
Por isso sempre digo, já não passo de um louco.
[20] Acredito nos motivos que movem estes poucos
Que colocam atrevidos, a ÉTICA por condição
Para erguer toda decência - não há outra solução.
Disponível em: http://uneversos.com/poesias/24298. Acesso em: 20 out. 2016.
Vocabulário: engodo - enganação; vil - desprezível; pungente – aguçado
Com relação ao tema desse texto, pode-se afirmar que o/a
Questão
6 11033375
Fácil
IFRJ 2017
Texto

Disponível em:https://vg4dow.blu.livefilestore.com/y3mdZCxPR4BykjALUfQ20HQw4I6jRZyk1UOhSCzD3S_CjeiUFuUevxkDbRvzzJtP zW7_O_pJ92Rq-veiZqr5c9i_Y5slgxQTLFl zjkxrsHdfeg9VgHnXVv2Ou7sVtht21YrMU0UAfWWI3chsYq05kzZmn13YilGEl9-0D-N5bbrV Q/politicos-vii_thumb%5b2%5d.jpg. . Acesso em: 20 out. 2016.
Após ler essa tirinha, pode-se afirmar que
Questão
5 11033362
Fácil
IFRJ 2017
Texto
Pequenas corrupções
Todo mundo se escandaliza com o petrolão. Eu também, óbvio. Atinge cifras que escapam a minha
imaginação. Mas que tal pensar sobre qual é o meu, o seu, o nosso grau individual de corrupção, como
cidadãos comuns?
No caixa eletrônico, por exemplo, tem uma fila grande. Alguém se aproxima. Conversa com um amigo
[5] lá na frente e, como se fosse a coisa mais natural, fura a fila. Uma vez reclamei para uma mulher:
– Desculpe, mas seu lugar é lá no fim da fila.
Ficou ofendida, respondeu agressiva. Sinceramente, se ela tivesse dito algo como:
– Eu sei, mas estou com um problema particular e tenho pressa.
Eu entenderia. Já me aconteceu, na fila do aeroporto, para verificação de bagagem. Ia perder o voo.
[10] Expliquei e me deixaram passar na frente. Mas e na fila do avião? Por que a pressa, se o lugar é marcado? O
motivo das prioridades é facilitar a entrada de grávidas, crianças, deficientes e idosos. Também há acesso VIP
para quem tem milhagens expressivas. Já vi cada atropelo! Uma vez, enquanto tentava proteger da correria
uma senhora com um filho pequeno, aconselhei:
– Vá lá para a frente, tem direito de entrar primeiro.
[15] Ela fez que não. Corria o risco de ser atropelada.
Se dá para furar uma fila, você fura?
No restaurante, sempre alguém dá uma carteirada com o maître e passa na frente. Vi isso acontecer
muitas vezes. Eu não gosto de esperar. Paro em frente ao restaurante e pergunto se tem espera. Se tem,
agradeço e vou a outro. Restaurantes mais vazios, com donos saltando como caranguejos sobre possíveis
[20] clientes, também não faltam.
E a nota fiscal? Houve uma época em que até o dentista perguntava se era sem nota. Com, era mais
caro. E depois, ele esquecia de dar. Fazia cara de ofendido se eu insistia. Graças aos cruzamentos da Receita
Federal, isso está acabando. Eu declaro se paguei e pronto. Acho justo. Em São Paulo, foi instituída a nota
fiscal paulista, com estímulos financeiros a quem pede. Na hora de pagar sempre perguntam:
[25] – Quer nota fiscal paulista?
Acho um absurdo a pergunta. É regra dar a nota. Se eu pago meus impostos, por que o comerciante
não? Ah, tem muito imposto. Tem mesmo. Mas, então, o certo é protestar, votar melhor. Não sobreviver à
custa de pequenas corrupções. Não é só no Brasil. Tenho um amigo modelo que mora na Cidade do Cabo, na
África do Sul. Conheceu uma finlandesa que passou maus bocados. Simples: finlandeses são honestos. Então,
[30] ela, logo no primeiro dia de férias, fez o que fazia na Finlândia. Deixou a bolsa embaixo de uma árvore e foi
correr num parque. Na volta, cadê? Perdeu grana, passaporte, tudo. Aqui, alguém tem coragem de deixar
qualquer coisa embaixo de uma árvore? Já contei a história de um amigo que sofreu um acidente de carro, dois
rapazes pararam para ajudar e o assaltaram enquanto sangrava?
Outro dia li sobre uma moradora de rua que encontrou dinheiro e devolveu. Virou notícia, como ocorre
[35] cada vez que um ato de honestidade, ainda mais praticado por um necessitado, acontece. Há algo muito errado
num país onde honestidade é notícia.
Quando devolvo o troco que veio a mais, a mocinha do caixa me olha como se estivesse diante de São
Sebastião. Claro, isso iria para a conta dela. Não sou eu que vou roubar de uma trabalhadora que está no caixa.
Mas é tão pouco comum gente que devolve! Assim como caixas também frequentemente não têm moedinhas
[40] e arredondam o troco. Já estive em restaurantes que ‘arredondaram’ em vários reais, sem nem dar explicação.
Agora, pagando com cartão, a prática está acabando. O que eu falo vale para gente rica, classe média ou pobre.
Um amigo meu, dermatologista, tinha duas clientes que viviam à base de champanhe. Se encheram de Botox.
(E o produto custa para o médico.) Deram um cheque sem fundos e foram meses para receber. Botar Botox não
é o mesmo que passar fome, onde a gente até entende o roubo de comida por desespero. Mas acontece. Como
[45] ocorre também entre os médicos. Se você for a qualquer médico e ele disser:
– Eu prefiro que o remédio seja manipulado, tenho mais confiança.
E depois indicar a farmácia, já sabe. São 30% que vão para o bolso dele. Exatamente. As farmácias de
manipulação têm o costume de pagar essa percentagem aos médicos que dão a receita.
Os exemplos não acabariam nunca. A verdade é esta: nós todos vivemos cercados de pequenas
[50] corrupções. Acorrupção maior é apenas a expressão de um tipo de vida que achamos até normal.
CARRASCO, Walcyr. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyrcarrasco/noticia/2015/03/pequenas-corrupcoes.html.: . Acesso em: 20 out. 2016.
Vocabulário: maître - chefe dos garçons num restaurante
A verdade é esta:[...] (l.50)
Nesse trecho destacado, o pronome esta