Questões de EFAF Filosofia - Temática
741 Questões
Questão
2 10728064
Fácil
CMS 6º Ano - Português 2020
Texto
Os cegos e o elefante

Há muitos anos, vivia na Índia, um rei sábio e muito culto. Já havia lido todos os livros de seu
reino. Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges. Muitos súditos e
ministros, para agradar o rei, também se aplicaram aos estudos e às leituras dos velhos livros. Mas
viviam disputando entre si quem era o mais conhecedor, inteligente e sábio. Cada um se arvorava em
[5] ser o dono da verdade e menosprezava os demais.
O rei se entristecia com essa rivalidade intelectual. Resolveu, então, dar-lhes uma lição.
Chamou-os todos para que presenciassem uma cena no palácio. Bem no centro da grande sala do
trono estavam alguns belos elefantes. O rei ordenou que os soldados deixassem entrar um grupo de
cegos de nascença.
[10] Obedecendo às ordens reais, os soldados conduziram os cegos para os elefantes e, guiando-lhes
as mãos, mostraram-lhes os animais. Um dos cegos agarrou a perna de um elefante; o outro segurou a
cauda; outro tocou a barriga; outro, as costas; outro apalpou as orelhas; outro, a presa; outro, a
tromba.
O rei pediu que cada um examinasse bem, com as mãos, a parte que lhe cabia. Em seguida,
[15] mandou-os vir à sua presença e perguntou-lhes:
— Com que se parece um elefante?
Começou uma discussão acalorada entre os cegos.
Aquele que agarrou a perna respondeu: — O elefante é como uma coluna roliça e pesada.
— Errado! — interferiu o cego que segurou a cauda. — O elefante é tal qual uma vassoura de
[20] cabo maleável. .
— Absurdo! — gritou aquele que tocou a barriga. — É uma parede curva e tem a pele semelhante
a um tambor.
— Vocês não perceberam nada — desdenhou o cego que tocou as costas. — O elefante parece-se com
uma mesa abaulada e muito alta.
[25] — Nada disso! — resmungou o que tinha apalpado as orelhas. - É como uma bandeira
arredondada e muito grossa que não para de tremular.
— Pois eu não concordo com nenhum de vocês — falou alto o cego que examinara a presa. — Ele
é comprido, grosso e pontiagudo, forte e rigido como os chifres.
— Lamento dizer que todos vocês estão errados — disse com prepotência o que tinha segurado a
[30] tromba. — O elefante é como a serpente, mas flutua no ar.
O rei se divertiu com as respostas e, virando-se para seus súditos e ministros, disse-lhes:
— Viram? Cada um deles disse a sua verdade. E nenhuma delas responde corretamente a
minha pergunta. Mas, se juntarmos todas as respostas, poderemos conhecer a grande verdade. Assim
são vocês: cada um tem a sua parcela de verdade. Se souberem ouvir e compreender o outro e se
[35] observarem o mundo de diferentes ângulos, chegarão ao conhecimento e à sabedoria.
(Conto do budismo chinês. Extraído de DOMINGUES, Joelza Ester. História em Documento. Imagem e texto. São Paulo: FTD, 2012. Adaptado.Acesso em: 29 jul. 2020.)
Na linha 2 do texto, a palavra “como”, no trecho “Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges”, relaciona idéias, expressando uma:
Questão
1 10728055
Fácil
CMS 6º Ano - Português 2020
Texto
Os cegos e o elefante

Há muitos anos, vivia na Índia, um rei sábio e muito culto. Já havia lido todos os livros de seu
reino. Seus conhecimentos eram numerosos como os grãos de areia do Rio Ganges. Muitos súditos e
ministros, para agradar o rei, também se aplicaram aos estudos e às leituras dos velhos livros. Mas
viviam disputando entre si quem era o mais conhecedor, inteligente e sábio. Cada um se arvorava em
[5] ser o dono da verdade e menosprezava os demais.
O rei se entristecia com essa rivalidade intelectual. Resolveu, então, dar-lhes uma lição.
Chamou-os todos para que presenciassem uma cena no palácio. Bem no centro da grande sala do
trono estavam alguns belos elefantes. O rei ordenou que os soldados deixassem entrar um grupo de
cegos de nascença.
[10] Obedecendo às ordens reais, os soldados conduziram os cegos para os elefantes e, guiando-lhes
as mãos, mostraram-lhes os animais. Um dos cegos agarrou a perna de um elefante; o outro segurou a
cauda; outro tocou a barriga; outro, as costas; outro apalpou as orelhas; outro, a presa; outro, a
tromba.
O rei pediu que cada um examinasse bem, com as mãos, a parte que lhe cabia. Em seguida,
[15] mandou-os vir à sua presença e perguntou-lhes:
— Com que se parece um elefante?
Começou uma discussão acalorada entre os cegos.
Aquele que agarrou a perna respondeu: — O elefante é como uma coluna roliça e pesada.
— Errado! — interferiu o cego que segurou a cauda. — O elefante é tal qual uma vassoura de
[20] cabo maleável. .
— Absurdo! — gritou aquele que tocou a barriga. — É uma parede curva e tem a pele semelhante
a um tambor.
— Vocês não perceberam nada — desdenhou o cego que tocou as costas. — O elefante parece-se com
uma mesa abaulada e muito alta.
[25] — Nada disso! — resmungou o que tinha apalpado as orelhas. - É como uma bandeira
arredondada e muito grossa que não para de tremular.
— Pois eu não concordo com nenhum de vocês — falou alto o cego que examinara a presa. — Ele
é comprido, grosso e pontiagudo, forte e rigido como os chifres.
— Lamento dizer que todos vocês estão errados — disse com prepotência o que tinha segurado a
[30] tromba. — O elefante é como a serpente, mas flutua no ar.
O rei se divertiu com as respostas e, virando-se para seus súditos e ministros, disse-lhes:
— Viram? Cada um deles disse a sua verdade. E nenhuma delas responde corretamente a
minha pergunta. Mas, se juntarmos todas as respostas, poderemos conhecer a grande verdade. Assim
são vocês: cada um tem a sua parcela de verdade. Se souberem ouvir e compreender o outro e se
[35] observarem o mundo de diferentes ângulos, chegarão ao conhecimento e à sabedoria.
(Conto do budismo chinês. Extraído de DOMINGUES, Joelza Ester. História em Documento. Imagem e texto. São Paulo: FTD, 2012. Adaptado.Acesso em: 29 jul. 2020.)
O texto é um conto popular que tem como objetivo proporcionar uma reflexão aos seus ouvintes ou aos seus leitores.
Assim, marque a alternativa que resume corretamente o ensinamento transmitido pela narrativa.
Questão
17 10577002
Fácil
FAETEC 2020
Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
De acordo com a ideia central do texto, a cultura do cancelamento expõe:
Questão
16 10576988
Fácil
FAETEC 2020
Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
Em “Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”, a expressão que pode ser incluída após a palavra “vão”, sem alteração do sentido global da frase, é:
Questão
15 10576953
Fácil
FAETEC 2020
Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
Após a leitura do trecho abaixo, responda à questão.
“O autor do artigo da New Republic, Osita N w a n e v u , v a i a o e n c o n t r o d e s s e s questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.”
Os dois-pontos introduzem uma expressão que apresenta em relação à anterior papel de:
Questão
14 10576887
Fácil
FAETEC 2020
Leia o texto para responder à questão
Texto
Quais os efeitos da cultura do cancelamento?
Juliana Domingos de Lima
Além dos seus usos mais tradicionais – como deixar de assinar um serviço ou desmarcar um compromisso agendado –, o verbo “cancelar” tem sido empregado com frequência, recentemente, para pessoas. O ato de cancelar alguém costuma ser aplicado a figuras públicas que tenham feito ou dito algo considerado condenável, ofensivo ou preconceituoso.
São inúmeros os exemplos de cancelados, e a lista aumenta a cada semana. O cancelamento é primeiramente decretado numa rede social, onde gera uma onda de críticas e comentários. Depois estampa manchetes e, normalmente, é seguido de uma retratação do cancelado, que pode ou não ser acatada por seus críticos. Cancelar alguém publicamente requer um anúncio, o que torna o alvo do cancelamento objeto de atenção.
Para ser cancelado, não é preciso nem mesmo estar vivo: a internet brasileira proclamou no fim de outubro o cancelamento do músico Raul Seixas, após uma nova biografia levantar suspeitas de que ele tenha delatado o amigo Paulo Coelho a agentes da ditadura militar.
A arquiteta e feminista negra Stephanie Ribeiro disse que os cancelamentos não são propriamente uma novidade. “Há um ou dois anos atrás, a gente não falava em cancelamento, mas em linchamento virtual”, disse. Ela liga essas movimentações às redes sociais, “às possibilidades de interação e de resposta muito mais rápidas”, tanto no que diz respeito a reagir a algo que desagrada quanto a conectar pessoas que pensam da mesma maneira.
Leonardo Goldberg, psicólogo e doutor em psicologia, aponta que, com isso, o usuário pode participar ativamente dos perfis, das contas e das carreiras dos artistas. “Acho que a cultura do cancelamento é uma consequência desse usuário ativo, que consegue, de modo engajado, social, político e coletivo dizer se está ou não gostando” das condutas daqueles que acompanha pelas redes.
M u i t o s d a q u e l e s q u e f o r a m a l v o d e cancelamentos, ou que se solidarizam com pessoas que tenham sido criticadas dessa forma, se queixam de uma perseguição inquisitorial que cercearia o discurso e as ações de comediantes, artistas, políticos e youtubers. Críticos apontam ainda que as reações muitas vezes alcançam dimensões desproporcionais ou se dão sem base em fatos.
Os efeitos da cultura do cancelamento, no entanto, são em geral menos efetivos do que os “canceladores” poderiam desejar e do que os “ c a n c e l a d o s ” c o s t u m a m a l a r d e a r .
O autor do artigo da New Republic, Osita Nwanevu, vai ao encontro desses questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.
Embora critique a ausência de diálogo que impede “qualquer operação simbólica que possa fazer aquela pessoa mudar de opinião, porque ela é simplesmente cancelada”, Goldberg vê de maneira positiva que as críticas transformam os discursos públicos. Todos aqueles que passam a emitir discursos públicos vão ter que se haver com aquilo que dizem”.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ 2019/11/01/Quais-os-efeitos-da-cultura-do-cancelamento) Adaptado
Após a leitura do trecho abaixo, responda à questão.
“O autor do artigo da New Republic, Osita N w a n e v u , v a i a o e n c o n t r o d e s s e s questionamentos sobre o verdadeiro impacto da cultura do cancelamento, sugerindo um entendimento mundano da questão: enxergá-la como expressões públicas e corriqueiras de desagrado, manifestadas por pessoas comuns em novas plataformas.”
A palavra “mundano” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por: