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Questões de EFAF Filosofia - Temática

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741 Questões

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Questão 16 10780772
Fácil

Liceu-SP C. Gerais 2020
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Temática
  • Ética Filosofia da Educação

Leia o texto para responder à questão.

 

A internet e o isolamento

 

    Parece evidente que a internet aproxima e conecta pessoas. Tal afirmação é quase um lugar comum. No entanto, não é assim que os jovens brasileiros veem a rede. Dois em cada três jovens acreditam que a internet aumenta a prática de bullying e amplia o isolamento, detectou a pesquisa Juventudes e Conexões, realizada pela Rede Conhecimento Social e pelo Ibope Inteligência, a pedido da Fundação Telefônica Vivo. “Muito embora tenha um potencial de contribuição positiva, (a internet) tem dados negativos”, diz Marisa de Castro Villi, diretora executiva da Rede de Conhecimento Social.

    Em vez de um olhar ingênuo sobre a internet, a pesquisa identificou que os jovens percebem suas complexidades e contradições. Na visão deles, a internet permite acessar conteúdos diversos que quebram paradigmas e preconceitos; ajuda a conhecer e incorporar novos comportamentos, como estilos e hobbies; legitima discursos antes excluídos sobre padrão de beleza; e permite estar, de alguma forma, próximo e se inspirar em pessoas famosas.

    Ao mesmo tempo, segundo os participantes da pesquisa, a internet deixa o jovem perdido e confuso diante de tanta informação; orienta sobre comportamentos considerados perigosos, especialmente para os mais novos; distancia os jovens de sua própria identidade a partir do momento em que eles copiam o que veem nas redes; e transmite a impressão de que “ter” é mais importante do que “ser”. Nesses elementos, delineia-se todo um itinerário educativo a ser percorrido, de forma a contrabalançar as tendências e os efeitos negativos que a internet produz.

    Quanto ao comportamento, 57% dos jovens consideram que a internet agrava a ocorrência da ansiedade. Para quase dois terços (65%), a rede amplia a exposição da intimidade. Especialmente relevante é o fato de que, embora a comunicação seja a principal atividade feita pelos jovens no ambiente online – por exemplo, utilizando aplicativos para conversa instantânea e redes sociais –, 60% avaliam que a internet agrava a sensação de isolamento.

(https://opiniao.estadao.com.br, 07.10.2019. Adaptado)

De acordo com o texto, a pesquisa Juventudes e Conexões revelou que os jovens brasileiros

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Questão 1 10779337
Fácil

Liceu-SP C. Gerais 2020
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Temática
  • Conhecimentos Gerais Senso Comum e Ideologia

Leia a tira.

(Adão Iturrusgarai, “A vida como ela yeah”. Folha de S.Paulo, 09.10.2019)

 

A leitura da tira permite concluir corretamente que

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Questão 14 10775925
Fácil

IFMG 2020/1
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto Temática
  • Estratégias de leitura Ética Filosofia Política Funções da Linguagem Linguagem
  • Funções da linguagem

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Anatomia da Corrupção

 

Existe um elo entre poder e corrupção? Dois cientistas holandeses e um americano tentam provar que sim. Os psicólogos Joris Lammers, Diederik e Adam Galinsky identificaram um elo causal entre poder, status, hipocrisia e corrupção no cérebro e no comportamento humanos. Até hoje essa relação não tinha sido comprovada cientificamente.

Na pesquisa, os cientistas submeteram 150 estudantes holandeses a dilemas morais e comportamentais. Na primeira etapa, os psicólogos pediram a eles que recordassem, e escrevessem, uma situação na qual detinham poder, ou então na qual estivessem privados dele. “Psicologicamente, a lembrança vivenciada fez a pessoa pesquisada assumir a identidade de poderoso ou não poderoso”, diz Galinsky. Assumidos os papéis, começaram as surpresas. No primeiro teste, depois de responder a um questionário inócuo, os pesquisadores foram encorajados a jogar um par de dados. O resultado seria correspondente ao número de rifas de um sorteio que se realizaria ao fim da pesquisa. Embora não soubessem, esse era o verdadeiro teste. O participante jogava os dados numa sala privada, em segredo.

Os poderosos trapacearam muito mais do que os não poderosos. Depois, foi proposto ao grupo que julgasse um funcionário que tivesse maquiado as despesas de uma viagem de negócios para embolsar a diferença. Nesse caso, em que a reputação pessoal não estava em jogo, os poderosos mostraram-se mais duros com o funcionário. “O poder faz aumentar a hipocrisia pessoal”, disse Lammers. Torna o sujeito mais rígido em seu julgamento dos outros, mas ao mesmo tempo leniente consigo mesmo na hora de burlar as mesmas normas.

É da assimetria entre direitos e responsabilidades, observam os pesquisadores, que nasce a impunidade, um problema global. O especialista em governança corporativa americano Sridhar Ramamurthy criou o triângulo da fraude para explicar a corrupção. Na base, existe o desejo de ter algo. Depois vem a oportunidade de consegui-lo por meios espúrios. E da oportunidade surge a racionalização: “Não é tão grave assim”. “São problemas de transparência e responsabilidade”, diz Galinsky. A pesquisa identificou um fenômeno inverso entre os não poderosos: o excesso de autocrítica. “Eles se mostraram mais rígidos consigo mesmos do que com os outros”, disse Lammers. Isso só faz aumentar a espiral da desigualdade, já que o poderoso se acha livre para fazer o que quer. E o não poderoso é tímido demais para criticar, o que cria um círculo vicioso”.

Disponível em: http://epocanegocios.globo. com/Revista/Common/0,,EMI125301-16363,00- ANATOMIA+DA+CORRUPCAO.html. Acesso em: 26 set. 2019 (Fragmento adaptado).

O texto em análise é predominantemente

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Questão 13 10775924
Fácil

IFMG 2020/1
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Ortografia Temática
  • Ética Filosofia Política Usos de "por que", " por quê", "porque" e "porquê"

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Anatomia da Corrupção

 

Existe um elo entre poder e corrupção? Dois cientistas holandeses e um americano tentam provar que sim. Os psicólogos Joris Lammers, Diederik e Adam Galinsky identificaram um elo causal entre poder, status, hipocrisia e corrupção no cérebro e no comportamento humanos. Até hoje essa relação não tinha sido comprovada cientificamente.

Na pesquisa, os cientistas submeteram 150 estudantes holandeses a dilemas morais e comportamentais. Na primeira etapa, os psicólogos pediram a eles que recordassem, e escrevessem, uma situação na qual detinham poder, ou então na qual estivessem privados dele. “Psicologicamente, a lembrança vivenciada fez a pessoa pesquisada assumir a identidade de poderoso ou não poderoso”, diz Galinsky. Assumidos os papéis, começaram as surpresas. No primeiro teste, depois de responder a um questionário inócuo, os pesquisadores foram encorajados a jogar um par de dados. O resultado seria correspondente ao número de rifas de um sorteio que se realizaria ao fim da pesquisa. Embora não soubessem, esse era o verdadeiro teste. O participante jogava os dados numa sala privada, em segredo.

Os poderosos trapacearam muito mais do que os não poderosos. Depois, foi proposto ao grupo que julgasse um funcionário que tivesse maquiado as despesas de uma viagem de negócios para embolsar a diferença. Nesse caso, em que a reputação pessoal não estava em jogo, os poderosos mostraram-se mais duros com o funcionário. “O poder faz aumentar a hipocrisia pessoal”, disse Lammers. Torna o sujeito mais rígido em seu julgamento dos outros, mas ao mesmo tempo leniente consigo mesmo na hora de burlar as mesmas normas.

É da assimetria entre direitos e responsabilidades, observam os pesquisadores, que nasce a impunidade, um problema global. O especialista em governança corporativa americano Sridhar Ramamurthy criou o triângulo da fraude para explicar a corrupção. Na base, existe o desejo de ter algo. Depois vem a oportunidade de consegui-lo por meios espúrios. E da oportunidade surge a racionalização: “Não é tão grave assim”. “São problemas de transparência e responsabilidade”, diz Galinsky. A pesquisa identificou um fenômeno inverso entre os não poderosos: o excesso de autocrítica. “Eles se mostraram mais rígidos consigo mesmos do que com os outros”, disse Lammers. Isso só faz aumentar a espiral da desigualdade, já que o poderoso se acha livre para fazer o que quer. E o não poderoso é tímido demais para criticar, o que cria um círculo vicioso”.

Disponível em: http://epocanegocios.globo. com/Revista/Common/0,,EMI125301-16363,00- ANATOMIA+DA+CORRUPCAO.html. Acesso em: 26 set. 2019 (Fragmento adaptado).

Releia este trecho.

 

“Isso só faz aumentar a espiral da desigualdade, já que o poderoso se acha livre para fazer o que quer.”

 

A expressão que pode substituir o termo destacado sem prejuízo do significado original é

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Questão 12 10775923
Fácil

IFMG 2020/1
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Temática
  • Ética Filosofia Política

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Anatomia da Corrupção

 

Existe um elo entre poder e corrupção? Dois cientistas holandeses e um americano tentam provar que sim. Os psicólogos Joris Lammers, Diederik e Adam Galinsky identificaram um elo causal entre poder, status, hipocrisia e corrupção no cérebro e no comportamento humanos. Até hoje essa relação não tinha sido comprovada cientificamente.

Na pesquisa, os cientistas submeteram 150 estudantes holandeses a dilemas morais e comportamentais. Na primeira etapa, os psicólogos pediram a eles que recordassem, e escrevessem, uma situação na qual detinham poder, ou então na qual estivessem privados dele. “Psicologicamente, a lembrança vivenciada fez a pessoa pesquisada assumir a identidade de poderoso ou não poderoso”, diz Galinsky. Assumidos os papéis, começaram as surpresas. No primeiro teste, depois de responder a um questionário inócuo, os pesquisadores foram encorajados a jogar um par de dados. O resultado seria correspondente ao número de rifas de um sorteio que se realizaria ao fim da pesquisa. Embora não soubessem, esse era o verdadeiro teste. O participante jogava os dados numa sala privada, em segredo.

Os poderosos trapacearam muito mais do que os não poderosos. Depois, foi proposto ao grupo que julgasse um funcionário que tivesse maquiado as despesas de uma viagem de negócios para embolsar a diferença. Nesse caso, em que a reputação pessoal não estava em jogo, os poderosos mostraram-se mais duros com o funcionário. “O poder faz aumentar a hipocrisia pessoal”, disse Lammers. Torna o sujeito mais rígido em seu julgamento dos outros, mas ao mesmo tempo leniente consigo mesmo na hora de burlar as mesmas normas.

É da assimetria entre direitos e responsabilidades, observam os pesquisadores, que nasce a impunidade, um problema global. O especialista em governança corporativa americano Sridhar Ramamurthy criou o triângulo da fraude para explicar a corrupção. Na base, existe o desejo de ter algo. Depois vem a oportunidade de consegui-lo por meios espúrios. E da oportunidade surge a racionalização: “Não é tão grave assim”. “São problemas de transparência e responsabilidade”, diz Galinsky. A pesquisa identificou um fenômeno inverso entre os não poderosos: o excesso de autocrítica. “Eles se mostraram mais rígidos consigo mesmos do que com os outros”, disse Lammers. Isso só faz aumentar a espiral da desigualdade, já que o poderoso se acha livre para fazer o que quer. E o não poderoso é tímido demais para criticar, o que cria um círculo vicioso”.

Disponível em: http://epocanegocios.globo. com/Revista/Common/0,,EMI125301-16363,00- ANATOMIA+DA+CORRUPCAO.html. Acesso em: 26 set. 2019 (Fragmento adaptado).

Considere as seguintes afirmativas.

 

I. Os poderosos trapaceiam mais do que os não poderosos porque os primeiros não possuem autocrítica.

II. Segundo a pesquisa, a corrupção e a hipocrisia pessoal são causadas pela posse de poder.

III. Segundo o texto, a impunidade é fruto de um abismo existente entre direitos e deveres do indivíduo.

 

Está(ão) de acordo com o texto, a(s) afirmativa(s)

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Questão 3 10763674
Fácil

COLTEC 2020
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Temática
  • Ética Filosofia Política

Leia o texto para responder as questões.

 

Incentivar que mais civis se armem não irá melhorar a segurança pública

Ilona Szabó de Carvalho

 

    Armamento é assunto sério, de vida ou morte, e precisa ser discutido com responsabilidade e sem ideologia. Só assim teremos condições de avaliar os reais impactos das propostas que começam a ser apresentadas pelo novo governo. Ironia do destino chegarmos ao momento de mais riscos de retrocessos na lei de controle de armas de 2003, justamente quando temos uma boa notícia para comemorar. Após um longo período de aumento no número de mortes violentas, estima-se que em 2018 houve queda de 12% desses registros.

    Todos queremos viver em um país seguro. Isso passa também por evitar que armas caiam nas mãos erradas e por apoiar os bons policiais, dando-lhes melhores condições de trabalho, equipamentos e treinamento de ponta. Como já falei antes, não sou contra a posse de armas por quem cumpre os requisitos e a pequenos ajustes na lei de 2003. A definição de critérios para comprovar a chamada efetiva necessidade e, assim, poder ter uma arma em casa, é exemplo disso.

    Mas não podemos abrir mão de discutir quais são os riscos para pais e mães que fazem essa opção, os impactos sobre a violência doméstica, e as reais chances de o cidadão, ao ser assaltado, ser bem sucedido em uma legítima defesa e não ter sua arma roubada. Tampouco podemos deixar de exigir um bom controle de armas por parte dos governos estaduais e federal.

    Armas têm vida longa. Por isso, a necessidade de renovação do registro é tão importante e não pode ser extinta. O prazo, que hoje é de cinco anos, foi modificado para dez anos pelo decreto presidencial, e isso preocupa.

    Vale lembrar que as armas nascem legais, e que armas legais alimentam o mercado ilegal. Já temos muitas brechas na lei atual e em sua fiscalização, o que permite desvios e condutas ilícitas que ajudam a armar criminosos, organizados ou não.

    Precisamos, então, exigir a implementação das medidas que realmente nos trarão a paz que buscamos. Por isso, já adianto: a discussão sobre ampliar posse e porte de armas é uma distração. Incentivar que mais civis se armem não irá melhorar a segurança pública.

    O que devemos cobrar do novo governo é que evite que armas continuem chegando nas mãos dos criminosos. Isso só é possível com um plano para garantir uma regulação responsável. Há muitas perguntas a serem respondidas pelas autoridades eleitas. O que farão para melhorar os sistemas de controle de armas da Polícia Federal e do Exército (Sinarm e Sigma)? Como eles serão integrados? Quando começarão a exigir das empresas nacionais e internacionais que a marcação das armas e munições vendidas no Brasil seja feita com tecnologia de ponta? Essas medidas permitirão às polícias chegarem aos culpados de crimes e ao ponto exato dos desvios, seja de forças de segurança oficiais, de empresas de segurança privada ou de cidadãos que descumprem a lei.

    Em vez de desmantelar a lei de armas, o novo governo deve se esforçar para aplicar a legislação existente. O novo ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sergio Moro, tem um amplo mandato para reduzir a corrupção, o crime organizado e a violência letal. Há razões para acreditar que uma boa implementação da lei de armas pode ajudá-lo a atingir as metas de segurança pública que tanto desejamos. Por outro lado, expandir o acesso e a disponibilidade de armas de fogo no país mais homicida do mundo e relaxar ainda mais os fracos controles existentes equivale a jogar mais lenha na fogueira.

Ilona Szabó de Carvalho, empreendedora cívica, mestre em estudos internacionais pela Universidade de Uppsala (Suécia). É autora de “Segurança Pública para Virar o Jogo”

Disponível em: encurtador.com.br/abpxM. Acesso em: 14 de jun. de 2019.

Assinale a alternativa cujo(s) termo(s) em destaque no período remete(m) CORRETAMENTE ao referente entre parênteses.

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