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Questões de EFAF Filosofia - Filosofia antiga

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Questão 13 10169125
Difícil

CMJF 1° Ano - Prova de Português 2010
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia antiga Temática
  • Ética Helenismo

TEXTO I

 

CARPE DIEM

 

    Carpe diem, “aproveite o dia presente”, escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto
império romano, em tempos do principesco Augustus. Sensível como um barômetro, o velho Quintus
Horatius Flaccus um dia elevou o olhar aos céus e captou o fluir silencioso das águas do rio tempo. A
visão da transitoriedade aflorou na sentença: Carpe diem, aproveite o dia presente, pois ele é tudo o que
[5] é dado ao homem usufruir. Passado é história, água corrida que não volta. Futuro é hipótese,
probabilidade apenas, incerteza e risco, impalpável demais para ser levado tão a sério.
    Carpe diem, nessas duas palavras latinas, um alerta, um conselho, uma filosofia de vida. Viver é já.
Existir é hoje. Nenhum tempo além. Nenhum lugar além. Se tiver de ser, que seja eternamente agora. Ou
talvez jamais, porque as águas do rio tempo não voltam – e ainda que voltassem não nos encontrariam,
[10] pois não seríamos mais os mesmos. Tudo flui, dizia Heródoto. Tudo muda. À única coisa que permanece
é a improcedência. Nada é eterno, pois que tudo é chama, fluxo, incapacidade, escorregar-se, deixar de
ser. Carpe diem. Se tiver de viver, que seja agora.
    A advertência de Horácio é sábia. E sobretudo útil. Talvez mais útil ainda nestes tempos
sobrecarregados, de cenhos sombrios, estafados na tentativa de construir defesas antecipadas contra
[15] difusos perigos de um amanhã improvável. Apólices de seguro na mão, e vamos nós, seguros e
inseguros. os :
    Carpe diem, ouçamos Horácio, que perscrutou uma verdade profunda – e traduziu-a numa norma
simples. Viver hoje – fazer hoje. Ser hoje. Sem essa de não poder ser feliz no domingo porque há contas
a pagar na segunda. O conflito é amanhã? Deixa pra lá... Amanhã você pode ser até enforcado, mas até
[20] que chegue amanhã, aproveite bem o seu pescoço.
    Viver no passado é neurótico, é inútil, é um viver virtual. Carpe diem, colha seu dia, como quem
colhe um fruto maduro, na hora exata. Um descuido e o fruto se perde.
    Carpe diem quer dizer colha o dia. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanha estará
podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.

(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Létras em 16/04/2007 Disponível em: http:lltecantodasletras.uol.com.bHensaios/451555 Acesso em: 25a99:2010

 

 

TEXTO II

 

CARPE DIEM

 

    As operações matemáticas da vida contrariam as regras da ciência. Na vida, as operações se
contradizem, não respeitam a lógica. Na vida, nada é simples ou absoluto.

    As somas muitas vezes se transformam em subtrações, elas parecem estar paralelas, mas em
sentidos opostos. Quando somamos mais um dia aqueles que já vivemos, automaticamente também

[5] subtraímos um dia daqueles que nos restam para viver. Quando multiplicamos nossos sonhos, também
acabamos dividindo o nosso tempo. Com isso, a vida acaba se transformando para muitas pessoas em
uma equação insolúvel, em que todos estão debruçados, tentando obter o resultado final, sendo que, na
realidade, o importante não está no resultado final, mas nas formas como você conseguiu equilibrar
essas operações na vida.

[10]    O que afinal entendemos por aproveitar o dia presente se vivemos aprisionados entre o passado e o
futuro? Vivemos atormentados pelas nossas ações passadas que não podem mais ser alteradas.
Parecemos espectadores cativos do mesmo velho cinema abandonado onde, nas madrugadas frias, se
reprisam filmes de terror, contendo somente os melhores momentos de nossos próprios erros e pecados.
Ao invés de aprendermos com nossas falhas e arquivá-las, apenas voltamos à bilheteria para comprar

[15] um novo bilhete para a próxima sessão.

    Ficamos sonhando ansiosos com um futuro que somente existirá se soubermos equacionar
adequadamente as nossas ações no presente. 

    A solução para a equação da vida está no momento presente, é o resultado das suas atitudes e
decisões agora, hoje, neste exato momento em que você está lendo esta linha do texto.

[20]    Não existe viver ontem ou amanhã, somente o HOJE. Por isso, Carpe diem.

    “Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o
importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha”.

(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Letras em 16/04/2007 Disponível em: http:/lrecantodasletras.uol.com.br/ensaios/451555 Acesso em: 25ago.2010

 

TEXTO III

VIVE O HOJE


SE O CALOR DO SOL TE AQUECE, APROVEITA.
SE À CHUVA TE TRAZ RECORDAÇÕES, LEMBRA.
SE UMA CRIANÇA SORRIR, FESTEJA.
SE UM BEIJA-FLOR POUSAR EM UM GALHO, ADMIRA.
[5] SE TUA VIDA É GLORIOSA, AGRADECE.
SE O TEU CORAÇÃO PALPITA MAIS FORTE, AMA.
SE UM AMIGO TE ESTENDER A MÃO, SEGURA-A.
SE FOR SOLICITADO A DOAR-TE, DOA-TE.
SE RECEBERES PALAVRAS DE CONFORTO, ANIMA-TE.
[10] SE A PORTA DA FELICIDADE SE ABRIR, ENTRA.
ENFIM, SE FORES FELIZ, MOSTRA.
E NUNCA ABANDONA O TEU CORPO DO TEU ESPÍRITO. 
VIVE INTENSAMENTE O MOMENTO PRESENTE,
POIS O AMANHÃ PODERÁ NÃO ACONTECER.

(Adaptação do texto de Francisco Albano Boscatto) Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2008 Disponível em: http:llrecantodasletras.uol.com.br/poesiasdealegria/860776 Acesso em: 26ago.2010

 

Leia os períodos abaixo:

 

1. “Se o calor do sol te aquece, aproveita” (verso 1, texto III).
2. “(...) o importante não está no resultado final, mas nas formas como você conseguiu equilibrar essas operações na vida” (linhas 8 e 9, texto II). 
3. “Carpe Diem, 'aproveite o dia presente”, escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto império romano, em tempos do principesco Augustus.” (linhas 1 e 2, texto I).

 

A respeito do uso das vírgulas nos períodos acima, analise as seguintes afirmações:

 

I. No período 1, a vírgula é utilizada para separar uma oração subordinada adverbial condicional anteposta à principal; portanto, seu uso está correto. 
II. No período 2, a vírgula separa a oração principal-de uma oração coordenada adversativa; logo, seu uso está correto. 
III. No período 3, as vírgulas separam apostos; portanto, seu uso esta correto.

 

De acordo com a norma culta estão corretas as afirmações:

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Questão 9 10168964
Difícil

CMJF 1° Ano - Prova de Português 2010
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia antiga Temática
  • Ética Helenismo

TEXTO

 

CARPE DIEM

 

    Carpe diem, “aproveite o dia presente”, escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto
império romano, em tempos do principesco Augustus. Sensível como um barômetro, o velho Quintus
Horatius Flaccus um dia elevou o olhar aos céus e captou o fluir silencioso das águas do rio tempo. A
visão da transitoriedade aflorou na sentença: Carpe diem, aproveite o dia presente, pois ele é tudo o que
[5] é dado ao homem usufruir. Passado é história, água corrida que não volta. Futuro é hipótese,
probabilidade apenas, incerteza e risco, impalpável demais para ser levado tão a sério.
    Carpe diem, nessas duas palavras latinas, um alerta, um conselho, uma filosofia de vida. Viver é já.
Existir é hoje. Nenhum tempo além. Nenhum lugar além. Se tiver de ser, que seja eternamente agora. Ou
talvez jamais, porque as águas do rio tempo não voltam – e ainda que voltassem não nos encontrariam,
[10] pois não seríamos mais os mesmos. Tudo flui, dizia Heródoto. Tudo muda. À única coisa que permanece
é a improcedência. Nada é eterno, pois que tudo é chama, fluxo, incapacidade, escorregar-se, deixar de
ser. Carpe diem. Se tiver de viver, que seja agora.
    A advertência de Horácio é sábia. E sobretudo útil. Talvez mais útil ainda nestes tempos
sobrecarregados, de cenhos sombrios, estafados na tentativa de construir defesas antecipadas contra
[15] difusos perigos de um amanhã improvável. Apólices de seguro na mão, e vamos nós, seguros e
inseguros. os :
    Carpe diem, ouçamos Horácio, que perscrutou uma verdade profunda – e traduziu-a numa norma
simples. Viver hoje – fazer hoje. Ser hoje. Sem essa de não poder ser feliz no domingo porque há contas
a pagar na segunda. O conflito é amanhã? Deixa pra lá... Amanhã você pode ser até enforcado, mas até
[20] que chegue amanhã, aproveite bem o seu pescoço.
    Viver no passado é neurótico, é inútil, é um viver virtual. Carpe diem, colha seu dia, como quem
colhe um fruto maduro, na hora exata. Um descuido e o fruto se perde.
    Carpe diem quer dizer colha o dia. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanha estará
podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.

(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Létras em 16/04/2007 Disponível em: http:lltecantodasletras.uol.com.bHensaios/451555 Acesso em: 25a99:2010

No trecho "(...) Ou talvez jamais, porque as águas do rio tempo não voltam – e ainda que voltassem não nos encontrariam, pois não seriamos mais os mesmos." (linhas 8 a 10, texto), ainda que expressa, nesse caso:

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Questão 6 10168805
Difícil

CMJF 1° Ano - Prova de Português 2010
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia antiga Temática
  • Ética Helenismo

TEXTO I

 

CARPE DIEM

 

    Carpe diem, “aproveite o dia presente”, escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto
império romano, em tempos do principesco Augustus. Sensível como um barômetro, o velho Quintus
Horatius Flaccus um dia elevou o olhar aos céus e captou o fluir silencioso das águas do rio tempo. A
visão da transitoriedade aflorou na sentença: Carpe diem, aproveite o dia presente, pois ele é tudo o que
[5] é dado ao homem usufruir. Passado é história, água corrida que não volta. Futuro é hipótese,
probabilidade apenas, incerteza e risco, impalpável demais para ser levado tão a sério.
    Carpe diem, nessas duas palavras latinas, um alerta, um conselho, uma filosofia de vida. Viver é já.
Existir é hoje. Nenhum tempo além. Nenhum lugar além. Se tiver de ser, que seja eternamente agora. Ou
talvez jamais, porque as águas do rio tempo não voltam – e ainda que voltassem não nos encontrariam,
[10] pois não seríamos mais os mesmos. Tudo flui, dizia Heródoto. Tudo muda. À única coisa que permanece
é a improcedência. Nada é eterno, pois que tudo é chama, fluxo, incapacidade, escorregar-se, deixar de
ser. Carpe diem. Se tiver de viver, que seja agora.
    A advertência de Horácio é sábia. E sobretudo útil. Talvez mais útil ainda nestes tempos
sobrecarregados, de cenhos sombrios, estafados na tentativa de construir defesas antecipadas contra
[15] difusos perigos de um amanhã improvável. Apólices de seguro na mão, e vamos nós, seguros e
inseguros. os :
    Carpe diem, ouçamos Horácio, que perscrutou uma verdade profunda – e traduziu-a numa norma
simples. Viver hoje – fazer hoje. Ser hoje. Sem essa de não poder ser feliz no domingo porque há contas
a pagar na segunda. O conflito é amanhã? Deixa pra lá... Amanhã você pode ser até enforcado, mas até
[20] que chegue amanhã, aproveite bem o seu pescoço.
    Viver no passado é neurótico, é inútil, é um viver virtual. Carpe diem, colha seu dia, como quem
colhe um fruto maduro, na hora exata. Um descuido e o fruto se perde.
    Carpe diem quer dizer colha o dia. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanha estará
podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.

(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Létras em 16/04/2007 Disponível em: http:lltecantodasletras.uol.com.bHensaios/451555 Acesso em: 25a99:2010

 

TEXTO II

 

CARPE DIEM

 

    As operações matemáticas da vida contrariam as regras da ciência. Na vida, as operações se
contradizem, não respeitam a lógica. Na vida, nada é simples ou absoluto.

    As somas muitas vezes se transformam em subtrações, elas parecem estar paralelas, mas em
sentidos opostos. Quando somamos mais um dia aqueles que já vivemos, automaticamente também

[5] subtraímos um dia daqueles que nos restam para viver. Quando multiplicamos nossos sonhos, também
acabamos dividindo o nosso tempo. Com isso, a vida acaba se transformando para muitas pessoas em
uma equação insolúvel, em que todos estão debruçados, tentando obter o resultado final, sendo que, na
realidade, o importante não está no resultado final, mas nas formas como você conseguiu equilibrar
essas operações na vida.

[10]    O que afinal entendemos por aproveitar o dia presente se vivemos aprisionados entre o passado e o
futuro? Vivemos atormentados pelas nossas ações passadas que não podem mais ser alteradas.
Parecemos espectadores cativos do mesmo velho cinema abandonado onde, nas madrugadas frias, se
reprisam filmes de terror, contendo somente os melhores momentos de nossos próprios erros e pecados.
Ao invés de aprendermos com nossas falhas e arquivá-las, apenas voltamos à bilheteria para comprar

[15] um novo bilhete para a próxima sessão.

    Ficamos sonhando ansiosos com um futuro que somente existirá se soubermos equacionar
adequadamente as nossas ações no presente. 

    A solução para a equação da vida está no momento presente, é o resultado das suas atitudes e
decisões agora, hoje, neste exato momento em que você está lendo esta linha do texto.

[20]    Não existe viver ontem ou amanhã, somente o HOJE. Por isso, Carpe diem.

    “Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o
importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha”.

(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Letras em 16/04/2007 Disponível em: http:/lrecantodasletras.uol.com.br/ensaios/451555 Acesso em: 25ago.2010

 

TEXTO III

 

Carpe Diem

(Catedral)*

 

Quem chegou à liberdade da razão
Se sente como um andarilho, mas que não está perdido


Toda convicção é crença de estar
Em algum ponto do conhecimento, na posse da verdade

[5] incondicionada 
Não se entra duas vezes no mesmo rio
Estamos ainda no tempo dos indivíduos, só depois de deixarmos a
cidade 
E que veremos a que altura estão as torres, acima das
[10] casas... acima das casas


Paz na Terra e aos homens de todo coração
Há tantas auroras que não brilharam ainda


Eu moro em minha casa, não imitei de ninguém
E a porta dela estão aberta pra você também!


[15] Vai coração dizer que Ele está aqui, aproveite o dia


Todo espelho mostra apenas o que queremos ver,
a palavra fez ao homem muito mais que ele fez por ela

Disponível em: http:/lletras.terra.com.br/catedral/92304/ Acesso em: 26ayo.2010

 

*Catedral é uma banda brasileira de Pop-rock/MPB formada no Rio de Janeiro em 1987. É normalmente conhecida por abordar nas letras de suas canções uma mensagem cristã descomprometida, somada a temas como amor e política. 

Disponível em: http://pt.wikipedia.orgAwiki/catedral (banda) Acesso em: 26ag0.2010

 

 

TEXTO IV

VIVE O HOJE


SE O CALOR DO SOL TE AQUECE, APROVEITA.
SE À CHUVA TE TRAZ RECORDAÇÕES, LEMBRA.
SE UMA CRIANÇA SORRIR, FESTEJA.
SE UM BEIJA-FLOR POUSAR EM UM GALHO, ADMIRA.
[5] SE TUA VIDA É GLORIOSA, AGRADECE.
SE O TEU CORAÇÃO PALPITA MAIS FORTE, AMA.
SE UM AMIGO TE ESTENDER A MÃO, SEGURA-A.
SE FOR SOLICITADO A DOAR-TE, DOA-TE.
SE RECEBERES PALAVRAS DE CONFORTO, ANIMA-TE.
[10] SE A PORTA DA FELICIDADE SE ABRIR, ENTRA.
ENFIM, SE FORES FELIZ, MOSTRA.
E NUNCA ABANDONA O TEU CORPO DO TEU ESPÍRITO. 
VIVE INTENSAMENTE O MOMENTO PRESENTE,
POIS O AMANHÃ PODERÁ NÃO ACONTECER.

(Adaptação do texto de Francisco Albano Boscatto) Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2008 Disponível em: http:llrecantodasletras.uol.com.br/poesiasdealegria/860776 Acesso em: 26ago.2010

 

Considerando as ideias recorrentes nos fragmentos abaixo, analise as proposições:

 

I. “Não se entra duas vezes no mesmo rio” (verso 6, texto III), que tem a ideia retomada em “as águas do rio tempo não voltam” (linha 9, texto I).

II. “Não existe viver ontem ou amanhã, somente o hoje” (linha 20, texto II), que tem a ideia retomada em: “pois o amanhã poderá não acontecer” (verso 14, texto IV), em “viver hoje – fazer hoje. Ser hoje” (linha 18, texto I e em “Viver no passado é neurótico, é inútil” (linha 21, texto I).

III. “(...) Vivemos aprisionados entre o passado e o futuro?” (linhas 10 e 11, texto II), que tem a ideia retomada em “Passado é história, água corrida que não volta” (linha 5, texto I).

 

Estão corretas as associações feitas nas seguintes proposições:

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Questão 1 10168549
Difícil

CMJF 1° Ano - Prova de Português 2010
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia antiga Temática
  • Ética Helenismo

TEXTO I

 

CARPE DIEM

 

    Carpe diem, “aproveite o dia presente”, escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto
império romano, em tempos do principesco Augustus. Sensível como um barômetro, o velho Quintus
Horatius Flaccus um dia elevou o olhar aos céus e captou o fluir silencioso das águas do rio tempo. A
visão da transitoriedade aflorou na sentença: Carpe diem, aproveite o dia presente, pois ele é tudo o que
[5] é dado ao homem usufruir. Passado é história, água corrida que não volta. Futuro é hipótese,
probabilidade apenas, incerteza e risco, impalpável demais para ser levado tão a sério.
    Carpe diem, nessas duas palavras latinas, um alerta, um conselho, uma filosofia de vida. Viver é já.
Existir é hoje. Nenhum tempo além. Nenhum lugar além. Se tiver de ser, que seja eternamente agora. Ou
talvez jamais, porque as águas do rio tempo não voltam – e ainda que voltassem não nos encontrariam,
[10] pois não seríamos mais os mesmos. Tudo flui, dizia Heródoto. Tudo muda. À única coisa que permanece
é a improcedência. Nada é eterno, pois que tudo é chama, fluxo, incapacidade, escorregar-se, deixar de
ser. Carpe diem. Se tiver de viver, que seja agora.
    A advertência de Horácio é sábia. E sobretudo útil. Talvez mais útil ainda nestes tempos
sobrecarregados, de cenhos sombrios, estafados na tentativa de construir defesas antecipadas contra
[15] difusos perigos de um amanhã improvável. Apólices de seguro na mão, e vamos nós, seguros e
inseguros. os :
    Carpe diem, ouçamos Horácio, que perscrutou uma verdade profunda – e traduziu-a numa norma
simples. Viver hoje – fazer hoje. Ser hoje. Sem essa de não poder ser feliz no domingo porque há contas
a pagar na segunda. O conflito é amanhã? Deixa pra lá... Amanhã você pode ser até enforcado, mas até
[20] que chegue amanhã, aproveite bem o seu pescoço.
    Viver no passado é neurótico, é inútil, é um viver virtual. Carpe diem, colha seu dia, como quem
colhe um fruto maduro, na hora exata. Um descuido e o fruto se perde.
    Carpe diem quer dizer colha o dia. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanha estará
podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.

(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Létras em 16/04/2007 Disponível em: http:lltecantodasletras.uol.com.bHensaios/451555 Acesso em: 25a99:2010

 

TEXTO II

 

CARPE DIEM

 

    As operações matemáticas da vida contrariam as regras da ciência. Na vida, as operações se
contradizem, não respeitam a lógica. Na vida, nada é simples ou absoluto.

    As somas muitas vezes se transformam em subtrações, elas parecem estar paralelas, mas em
sentidos opostos. Quando somamos mais um dia aqueles que já vivemos, automaticamente também

[5] subtraímos um dia daqueles que nos restam para viver. Quando multiplicamos nossos sonhos, também
acabamos dividindo o nosso tempo. Com isso, a vida acaba se transformando para muitas pessoas em
uma equação insolúvel, em que todos estão debruçados, tentando obter o resultado final, sendo que, na
realidade, o importante não está no resultado final, mas nas formas como você conseguiu equilibrar
essas operações na vida.

[10]    O que afinal entendemos por aproveitar o dia presente se vivemos aprisionados entre o passado e o
futuro? Vivemos atormentados pelas nossas ações passadas que não podem mais ser alteradas.
Parecemos espectadores cativos do mesmo velho cinema abandonado onde, nas madrugadas frias, se
reprisam filmes de terror, contendo somente os melhores momentos de nossos próprios erros e pecados.
Ao invés de aprendermos com nossas falhas e arquivá-las, apenas voltamos à bilheteria para comprar

[15] um novo bilhete para a próxima sessão.

    Ficamos sonhando ansiosos com um futuro que somente existirá se soubermos equacionar
adequadamente as nossas ações no presente. 

    A solução para a equação da vida está no momento presente, é o resultado das suas atitudes e
decisões agora, hoje, neste exato momento em que você está lendo esta linha do texto.

[20]    Não existe viver ontem ou amanhã, somente o HOJE. Por isso, Carpe diem.

    “Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o
importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha”.

(Adaptação de texto de autor desconhecido) Publicado por Roberto Recinella no Recanto das Letras em 16/04/2007 Disponível em: http:/lrecantodasletras.uol.com.br/ensaios/451555 Acesso em: 25ago.2010

 

Em termos argumentativos, NÃO se pode dizer que:

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Questão 3 10784845
Difícil

EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia antiga Temática
  • Filosofia da Religião Mitologia

Texto

 

A força da linguagem

 

    (...)
    Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
    A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
    O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20]  Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
    A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
    (...)
    Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.

Marilena Chaui

Sobre o Texto, NÃO se pode inferir que a/o

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Questão 1 10784827
Difícil

EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007
  • EFAF Filosofia
  • Sugira
  • Filosofia antiga Temática
  • Filosofia da Religião Mitologia

Texto

 

A força da linguagem

 

    (...)
    Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
    A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
    O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20]  Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
    A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
    (...)
    Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.

Marilena Chaui

Assinale a opção cuja palavra completa corretamente a afirmativa abaixo, relativa ao Texto.


Em seu texto, Marilena Chaui ____________ o poder encantatório da linguagem.

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