Questões de EFAF História - Temática
1.152 Questões
Questão
31 15343688
Fácil
CMBH 1 Ano 2024
Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
[1] Não há nada que diferencie tanto a sociedade ocidental de nossos dias das sociedades
mais antigas da Europa e do Oriente do que o conceito de tempo. Tanto para os antigos
gregos e chineses quanto para os nômades árabes de hoje, o tempo é representado pelos
processos cíclicos da natureza, pela sucessão dos dias e das noites, pela passagem das
[5] estações. Os nômades e os fazendeiros costumavam medir, e ainda hoje o fazem, seu dia do
amanhecer até o crepúsculo e os anos em termos de tempo de plantar e de colher, das folhas
que caem e do gelo derretendo nos lagos e rios.
O homem do campo trabalhava em harmonia com os elementos, como um artesão,
durante tanto tempo quanto julgasse necessário. O homem ocidental civilizado, entretanto,
[10] vive num mundo que gira de acordo com os símbolos mecânicos e matemáticos das horas
marcadas pelo relógio. É ele que vai determinar seus movimentos e dificultar suas ações.
O relógio modificou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma
mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de
passas de uvas. O relógio representa um elemento de ditadura mecânica na vida do homem
[15] moderno, mais poderoso do que qualquer outro explorador isolado ou do que qualquer outra
máquina.
Assim, o homem que não conseguir ajustar-se deve enfrentar a desaprovação da
sociedade e a ruína econômica, a menos que abandone tudo, passando a ser um dissidente
para o qual o tempo deixa de ser importante. O operário transforma-se em um especialista
[20] em "olhar o relógio", preocupado apenas em saber quando poderá escapar para gozar as
escassas e monótonas formas de lazer que a sociedade industrial lhe proporciona; onde ele,
para "matar o tempo", programará tantas atividades mecânicas com tempo marcado, como ir
ao cinema, ouvir rádio e ler jornais quanto permitir o seu salário e o seu cansaço. Agora, são
os movimentos do relógio que vão determinar o ritmo da vida do ser humano.
WOODCOCK, George. A ditadura do relógio. Porto Alegre: L&PM Editores (Adaptado).
Com base no Texto, assinale a alternativa em que o enunciado destacado não pode ser transposto para a voz passiva.
Questão
30 15343658
Fácil
CMBH 1 Ano 2024
Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
[1] Não há nada que diferencie tanto a sociedade ocidental de nossos dias das sociedades
mais antigas da Europa e do Oriente do que o conceito de tempo. Tanto para os antigos
gregos e chineses quanto para os nômades árabes de hoje, o tempo é representado pelos
processos cíclicos da natureza, pela sucessão dos dias e das noites, pela passagem das
[5] estações. Os nômades e os fazendeiros costumavam medir, e ainda hoje o fazem, seu dia do
amanhecer até o crepúsculo e os anos em termos de tempo de plantar e de colher, das folhas
que caem e do gelo derretendo nos lagos e rios.
O homem do campo trabalhava em harmonia com os elementos, como um artesão,
durante tanto tempo quanto julgasse necessário. O homem ocidental civilizado, entretanto,
[10] vive num mundo que gira de acordo com os símbolos mecânicos e matemáticos das horas
marcadas pelo relógio. É ele que vai determinar seus movimentos e dificultar suas ações.
O relógio modificou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma
mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de
passas de uvas. O relógio representa um elemento de ditadura mecânica na vida do homem
[15] moderno, mais poderoso do que qualquer outro explorador isolado ou do que qualquer outra
máquina.
Assim, o homem que não conseguir ajustar-se deve enfrentar a desaprovação da
sociedade e a ruína econômica, a menos que abandone tudo, passando a ser um dissidente
para o qual o tempo deixa de ser importante. O operário transforma-se em um especialista
[20] em "olhar o relógio", preocupado apenas em saber quando poderá escapar para gozar as
escassas e monótonas formas de lazer que a sociedade industrial lhe proporciona; onde ele,
para "matar o tempo", programará tantas atividades mecânicas com tempo marcado, como ir
ao cinema, ouvir rádio e ler jornais quanto permitir o seu salário e o seu cansaço. Agora, são
os movimentos do relógio que vão determinar o ritmo da vida do ser humano.
WOODCOCK, George. A ditadura do relógio. Porto Alegre: L&PM Editores (Adaptado).
Após a leitura do Texto, é correto afirmar que:
Questão
32 15120240
Fácil
IFES 2024
O Iluminismo, também conhecido como Ilustração ou Esclarecimento, foi um movimento cultural que se desenvolveu na Europa entre os séculos XVII e XVIII. As ideias iluministas inspiraram as pessoas envolvidas em eventos históricos, como a Revolução Francesa, e nas independências na América. Essas ideias também chegam até os dias atuais.
Podemos observar a influência delas, por exemplo, na Constituição brasileira de 1988:
• “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.” - Título II. Art. 5º . Parágrafo II.
• “Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.” - Título II. Art. 5º . Parágrafo III.
• “A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível [...].” - Título II. Art. 5º . Parágrafo XLII.
• “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” - Capítulo III. Art. 205.
Os princípios iluministas expressos, respectivamente, nos fragmentos do artigo 5º e 205 são
Questão
29 15120216
Fácil
IFES 2024
O impacto da invenção do automóvel
O automóvel como o conhecemos exigia um novo salto tecnológico, que seria dado com a invenção do motor a explosão e a descoberta de que se podia usar petróleo como combustível, o que ocorreu a partir de 1850. Ainda no final do século XIX, dois engenheiros alemães, Karl Benz e Gottlieb Daimler, montaram duas fábricas concorrentes de automóveis movidos a gasolina e, por isso, são considerados os pioneiros do carro moderno. Daimler e Benz iriam, aliás, se unir em 1926, criando a Daimler--Benz, cujos carros [...] são vendidos ainda hoje. [...] Os Estados Unidos, que até o início do século XX só copiavam os avanços tecnológicos, mudaram essa história em 1908, quando o industrial Henry Ford passou a produzir carros padronizados em massa.
[...] Essa popularização levou à construção de estradas e ruas asfaltadas, influenciando a evolução das cidades e da vida moderna. Não à toa, o século XX foi diversas vezes chamado de “o século do auto móvel”.
GODINHO, Renato Domith. Como foi inventado o automóvel? Assim como o avião, ele tem diversos pais. Superinteressante, São Paulo, 14 fev. 2020. In: COTRIM, Gilberto; RODRIGUES, Jaime. Expedições da História: 8º ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2022.
O texto trata de transformações tecnológicas que podem ser corretamente associadas ao processo histórico denominado
Questão
17 14994584
Fácil
COLTEC 2024
A Lei de Terras, de 1850, criada no período referente ao Segundo Reinado, tinha o objetivo de regulamentar o uso e a manutenção da terra no Brasil. Sobre a Lei de Terras, é correto afirmar, EXCETO
Questão
9 14946679
Fácil
ONHB Fase 4 2024
45 / Questão
Leia a seguir partes das reportagens de dois jornais e a apresentação de um abaixo-assinado.
Documento
Lula Ordena Devolver el Cañon Cristiano
Lula ordena a devolução do Canhão Cristiano [Cristão] O presidente do Brasil, Lula Da Silva, determinou a devolução do Canhão Cristão que foi tomado como troféu de guerra em 1868 durante a Guerra da Tríplice Aliança.
(...) O troféu de guerra é atualmente exibido no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. O [ministro paraguaio] Federico Franco havia afirmado no último dia 1º de março que a devolução dos troféus e do arquivo são importantes para a “cicatrização” das feridas ocasionadas pela guerra. O ”Cañón Cristiano” recebeu esse nome por ter sido elaborado a partir de campanhas das igrejas do Paraguai. O mesmo foi capturado pelo exército brasileiro em 1868, dois anos antes de concluída a guerra do Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Adaptado de “Lula Ordena Devolver el Cañon Cristiano”. ABC Notícias. Assunção, Paraguai. 04 de março de 2010. Disponível em: (https://www.abc.com.py/internacionales/lula-ordena-devolver-el-canon-cristiano-75035.html) (tradução equipe ONHB) CRÉDITOS: ABC Notícias. PALAVRAS-CHAVE: patrimônio, cultura material, guerra do paraguai
Documento
Os troféus de guerra que o Paraguai quer de volta
Chama-se El Cristiano e fica exposto no pátio Epitácio Pessoa do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, um canhão que materializa uma longa controvérsia entre Brasil e Paraguai. Forjado a partir do derretimento de sinos de diversas igrejas paraguaias — por isso seu nome, em português “o cristão” — a peça de artilharia foi utilizada contra o Brasil na Batalha do Curupaiti, em 1866.
Foi um dos tantos troféus de guerra trazidos ao Brasil. Mas, 153 anos depois, a arma está de volta a um cenário de disputa. Desta vez, política. Conservador de direita, Santiago Peña, presidente paraguaio que tomou posse nesta terça-feira (15), já manifestou interesse em repatriar itens como o canhão. Há um mês, em conversa com jornalistas, ele disse que “há equipamentos que foram tomados pelas forças brasileiras e que agora estão nos museus brasileiros [que pertencem] ao governo paraguaio”.
“No final da guerra, o exército imperial apoderou-se do arquivo público paraguaio, que Solano Lopez transportava, e do canhão El Cristiano”, comenta o historiador Francisco Doratioto, professor na Universidade de Brasília (UnB) e autor de, entre outros, Maldita Guerra: Nova História da Guerra do Paraguai. Símbolos de uma guerra que foi particularmente avassaladora para o Paraguai são há décadas colocados em mesas de negociações bilaterais entre os países — com parte deles, aliás, já devolvidos. O canhão talvez seja a peça mais complicada. Para os paraguaios, ele representa a união do povo em prol da nação, por conta da origem de sua matéria-prima; mas um complicador a uma eventual devolução é porque o bem é, desde 1998, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
De acordo com a historiadora Wilma Peres Costa, discussões sobre a devolução dos troféus de guerra remontam aos primeiros anos da República, proclamada em 1889. “Naquela época, os jovens militares positivistas falavam em devolver os troféus como forma de desafiar a própria monarquia, já que advogavam uma condenação das guerras e uma missão política do exército”. Foi um movimento também realizado pelos outros vitoriosos da guerra, o Uruguai e a Argentina. (...) “Em 1954, o governo do presidente argentino Juan Domingo Perón [(1895-1974)] buscou reaproximar-se do Paraguai com a repatriação de parte desses objetos”, lembra [Enrique Natalino, cientista político pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).]
Na década de 1970, o mesmo ocorreria no Brasil, “como gesto simbólico da aliança estratégica que culminou com a construção da usina hidroelétrica de Itaipu”, ele ressalta. O governo do ditador Ernesto Geisel (1907-1996) restituiu ao vizinho o primeiro lote dos objetos, o que incluía a espada que pertencia a Solano Lopez. Em 1980, já sob o governo de João Figueiredo (1918-1999), um segundo lote também foi devolvido.
Tratativas visando a restituição do restante, incluindo o famoso canhão, avançaram bastante no fim do segundo mandato de Lula, em 2010, e durante as gestões de Dilma Rousseff. Na época, chegou-se a dizer que a devolução de El Cristiano estava encaminhada. Após o impeachment da ex-presidente, contudo, as negociações retrocederam. Natalino lembra que “a devolução de relíquias, troféus de guerra ou de outros bens culturais aos seus países de origem naturalmente implica em risco de perda ou de destruição desses acervos”.
“O que é mais importante: sua devolução aos donos de direito ou a garantia da sua preservação para a humanidade?”, questiona ele, lembrando que esses itens “se tornaram parte de uma memória coletiva politicamente construída sobre o sofrimento dos povos que vivenciaram os horrores da guerra”. Ele explica que uma eventual devolução do canhão seria “um ato unilateral do governo brasileiro, pois não há, perante o Direito Internacional, nenhuma obrigação do país em repatria-lo”. (...)
Já o historiador Paulo Henrique Martinez, professor na Unesp, é radicalmente contra a manutenção de peças assim. “Os troféus de todas as guerras confundem-se com a pilhagem material e os atos de tormento individual e coletivo dos adversários”, comenta ele.
“São comuns a prática de roubos, violência sexual contra crianças, meninas e mulheres, fuzilamentos, torturas, espancamentos como espetáculo em espaços abertos. A manutenção dessas peças em mãos de seus captores é inaceitável”, pontua Martinez.
“Primeiro, porque legitima uma prática de violência e de opressão que viola direitos essenciais, bloqueia a reparação material e simbólica o apaziguamento da memória coletiva. Segundo porque esses marcos, em diferentes momentos, são convertidos em fontes de ressentimentos que alimentam novas práticas de opressão e violência”, avalia.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Adaptado de “Os troféus de guerra que o Paraguai quer de volta”. Edison Veiga 14/08/2023. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/os-trof%C3%A9us-deguerra- que-o-paraguai-quer-de-volta/a-66525378 CRÉDITOS: DW PALAVRAS-CHAVE: cultura material, patrimônio, guerra do paraguai
Documento
Abaixo-assinado “Campanha de Verdade e Justiça pelo Paraguai
Queridos amigos e amigas do Paraguai e região! Enviamos as saudações do Paraguai com o objetivo de fazer justiça histórica e preservar nossa memória coletiva. Hoje nos dirigimos a vocês para solicitar apoio à nossa campanha para exigir a devolução do arquivo nacional paraguaio sequestrado durante a Guerra da Tríplice Aliança, do canhão Cristiano e de outros butins de guerra levados para o Brasil há mais de 150 anos. Consideramos fundamental que esse valioso patrimônio cultural e histórico seja devolvido ao dono, o Paraguai; será um primeiro passo para uma reivindicação de justiça, em relação ao maior genocídio – em termos atuais – registrados nos últimos 200 anos na América Latina.
A guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) foi um conflito transcendental que teve consequências devastadoras para o Paraguai, condenando seu povo ao extermínio e décadas de miséria. O arquivo nacional paraguaio, o canhão cristão e demais butins de guerra, sequestrados e levados ao Brasil, são testemunhos tangíveis de um passado glorioso do Paraguai e tem um significado inestimável para chegar à verdade, assim como preservar a identidade paraguaia.
Por isso pedimos sua assinatura e apoio, para exigir do Presidente da República Federativa do Brasil, Luis Inácio Lula Da Silva, e demais autoridades que devolvam o citado butim de guerra.
Tua assinatura representará uma voz que se soma à demanda de verdade e justiça histórica, a favor da preservação cultural paraguaia e latino-americana. Juntos podemos fazer a diferença e conseguir que esse acervo imprescindível regresse a seu lugar de origem para que as futuras gerações possam conhecê-lo e valorá-lo.
(...)
IMPORTANTE: a campanha NÃO PEDE nem pedirá nenhum valor em dinheiro nenhum momento (...). Se aparecer uma mensagem automática do site perguntando se quer doar uma soma em dinheiro, não o faça. Não é necessário. Simplesmente nos ajude com sua assinatura e compartilhando esse link (...)
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Abaixo-assinado ORIGEM: Adaptado do texto do Abaixo-assinado “Campanha de Verdade e Justiça pelo Paraguai – Campanha pela Verdade e Justiça em relação aos crimes de guerra e ao extermínio causados pela Tríplice Aliança contra o povo paraguaio (tradução equipe ONHB) CRÉDITOS: change.org PALAVRAS-CHAVE: cultura material, guerra do paraguai, patrimônio
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