Questões de EFAF Português - Sintaxe - Subordinação
24 Questões
Questão
12 10526259
Fácil
SENAI 1° Ano - CGE 2155 2018/2
A frase abaixo se refere à questão.
Todos querem que você seja uma pessoa que você não é!! Nessa vida, ou você vive pra você mesmo ou vive para os outros.
Fonte: BRENDEL, P. Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MTY1NTY2Nw/. Acesso em: 23 jan. 2016.
A alternativa que classifica correta e respectivamente as orações destacadas é
Questão
5 618235
Fácil
COTIL 1° Ano 2017
Textos para a questão
Posto, logo existo, de Martha Medeiros
Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais “que estão me comendo vivo”.
Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!
O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.
Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.
(MEDEIROS, Martha. “Posto, logo existo”. O Globo: 25/03/2012.)
“Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso” (3º parágrafo) – essas orações se ligam pelo processo de subordinação.
A oração destacada estabelece com a primeira uma relação de:
Questão
18 10575756
Fácil
SENAI 1° Ano - CGE 2125 2016/2
Os textos abaixo se referem à questão.
Texto I
Eu sei que vou te amar
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
(...)
Fonte: Disponível em: http://letras.mus.br/tom-jobim.
Acesso em: 12 dez. 2014.
Texto II
Tarefa
Morder o fruto amargo e não cuspir
mas avisar aos outros quanto é amargo,
cumprir o trato injusto e não falhar
(...)
Fonte: GEIR, C. Tarefa. Civilização Brasileira.
Rio de Janeiro, 1981.
Texto III
Comunhão
O homem que pensa é uma dádiva,
é como o pão,
é como os rios.
Fonte: RAMOS, P. E. S. Poesia quase completa.
José Olympio, 1972.
Considerando os contextos, os períodos destacados nos textos I, II e III estabelecem, respectivamente, relações de:
Questão
10 166710
Fácil
IFRN 2016
TEXTO
Bichos - Martha Follain
ABANDONO DE ANIMAIS

“Somos sempre nós que abandonamos os cães, na natural ingratidão com que sacrificamos as melhores afeições aos interesses e conveniências. Não tenho notícia de cachorro que se houvesse, de vontade própria, separado do dono, abandonando o amigo por mais negra que fosse a miséria que com ele partilhasse. O homem é diferente. É a criatura que mais depressa e com a maior facilidade esquece as amizades. A natureza humana é muito ordinária. E ainda há gente que emprega a palavra “cão” como insulto, como injúria!” - Vivaldo Coaracy (1882-1967: engenheiro, jornalista e escritor brasileiro).
As desculpas são as mais esfarrapadas possíveis, e não há nada mais vil, abjeto, hediondo e infame. O fato é que é inaceitável o abandono de animais domésticos, nativos ou exóticos – não há desculpas. Não escapam nem os animais de circo, pois os proprietários desses espaços, que exploram animais, alegam dificuldades financeiras para alimentar os cativos e os abandonam nas ruas. Também é grande o número de abandono de animais sazonais ou da “moda”, como coelhos e minicoelhos – comercializados por ocasião da Páscoa – e animais nativos e exóticos (cobras, iguanas, tartarugas etc.) que, depois de crescerem, tornam-se um “estorvo”. O abandono de animais é uma grave e covarde violação dos direitos dos animais.
Há uma estatística da Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis (Apasfa), de 2008, que coloca o abandono como pior nos meses das férias escolares. No período de dezembro a janeiro, a quantidade de animais abandonados cresce em média de 1.000 %, com 50 denúncias diárias de maus tratos e abandono em todo o território nacional. Durante os outros meses do ano, a média de denúncia é de 5 animais ao mês. Isso porque as famílias viajam e não têm com quem deixar o animalzinho. Absurdamente, preferem abandoná- lo.
Por força da Lei nº 12.916/08, que proíbe a matança indiscriminada de cães e gatos, o centro de zoonoses, os canis municipais e congêneres do estado de São Paulo não recolhem nem sacrificam mais animais. Dessa forma, a população de animais, em situação de rua, cresce. No entanto, não há uma pesquisa oficial que indique precisamente o número de animais em situação de abandono.
Estima-se que há 200.000 cães e gatos em São Paulo capital. Há outras fontes que afirmam estar esse número em torno de 1 milhão. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde confirma que não se sabe precisar o número de animais em situação de rua atualmente em São Paulo. No Rio de Janeiro, de acordo com Nini Bandeira, Assessora da Diretoria da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), cerca de 40 animais, entre cães e gatos, são abandonados por dia naquela cidade. “O abandono é muito grande. Além dos que são deixados aqui na Suipa, nós ainda fazemos o resgate de animais atropelados nas ruas, que variam de 8 a 10 diariamente. Aqui eles são cuidados e preparados para a futura adoção”. Muitos desses animais abandonados à sorte ainda são filhotes e a vida deles é, em média, de 2 anos.
Os motivos alegados para o abandono de animais são de estarrecer. São banais e sem sentido. Essa estatística é da revista veterinária Journal of Applied Animal Welfare Science, de acordo com pesquisa feita nos EUA, em 12 abrigos, envolvendo 1.984 cães e 1.286 gatos. As somas passam de 100% porque um criminoso pode ter alegado mais de um motivo para abandonar seu animal (Revista da Folha, de 7 de janeiro de 2007).

No site da Associação de Proteção aos Animais de Caxambu, há o seguinte alerta: “Caso você veja ou saiba de maus tratos cometidos contra qualquer tipo de animal, não pense duas vezes, vá à Delegacia de Polícia mais próxima para lavrar Boletim de Ocorrência. Abandono e maus tratos a animais é crime. A denúncia de maus tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais) e o Art. 164 do Código Penal prevê o crime de abandono de animais para aqueles que introduzirem ou deixarem animais em propriedade alheia, sem consentimento de quem de direito, desde que o fato resulte prejuízo. Segundo a legislação, a pena prevista pelo Art. 32 da Lei de Crimes Ambientais é de detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa; e a pena prevista pelo Art. 164 do Código Penal é de detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa. Para o caso de denúncia, é importante levar com você uma cópia da Lei (no caso, a 9.605/98) e do Art. 32 porque, em geral, as autoridades policiais não têm conhecimento dessa legislação. Leve também o Art. 319 do Código Penal, caso a autoridade se recuse a abrir o Boletim de Ocorrência. Afinal de contas, estamos no Brasil e, se os próprios cidadãos deste país sofrem com o descaso de muitas autoridades, imagine os animais!”
Disponível em: http://www.anda.jor.br/16/09/2014/abandono-animais. Acesso em: 15 set. 2015. (Texto adaptado para fins pedagógicos).
Analise o trecho para responder a questão.
“O abandono é muito grande. Além dos que são deixados aqui na Suipa, nós ainda fazemos o resgate de animais atropelados nas ruas, que variam de 8 a 10 diariamente. Aqui eles são cuidados e preparados para a futura adoção. ”
O vocábulo QUE, em destaque, retoma
Questão
5 616131
Fácil
CTI (UNIFICADO) 2015
Leia o poema de Mário Quintana para responder à questão.
Canção da Primavera
Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando
Catavento enlouqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.
Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo…
Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!
Na segunda estrofe, o verso – Ficou girando, girando. – funciona como
Questão
2 10778558
Médio
Liceu-SP C. Gerais 2022
Leia a tira para responder à questão.

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 07.08.2021)
Mantendo-se o sentido da tira e a conformidade com a norma-padrão, a reescrita das informações do último quadrinho forma um período composto por subordinação e coordenação em: