Questões de EFAF Português - Sintaxe - Sinônimos e Antônimos
45 Questões
Questão
20 11117218
Fácil
IFSC Integrados 2022/1
Leia o post abaixo, extraído do perfil @NazaréAmarga, no Instagram, no dia 13 de dezembro de 2021:

Analise as afirmações abaixo de acordo com a leitura do post anterior:
I. É estabelecida uma relação de confronto ou oposição entre os termos “paz” e “homem”.
II. O termo “homem” significa todo e qualquer “ser humano”.
III. O termo “homem” indica alguém do gênero masculino que pode retirar a paz da autora.
IV. A forma verbal “queria” indica um desejo não satisfeito.
Estão CORRETAS as afirmações (assinale apenas uma alternativa):
Questão
3 616017
Fácil
COTIL 1° Ano 2019
Texto para a questão:
Fomos proibidos de te amar, São Paulo
Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.
Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.
Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.
Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.
Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.
Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.
Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.
São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8
Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.
Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.
* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)
“Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam.”1
“Usurpar” é sinônimo de:
Questão
1 295688
Fácil
IFRR 2018
Para responder à questão leia o fragmento da obra O rapto do garoto de ouro, de Marcos Rey, que segue:
Algumas bolas de assoprar; no limite de sua resistência, boiavam pelo salão numa festiva multiplicidade de cores. E sobre as mesas, Jaime, o organizador, mandara colocar pequenos jarros com rosas, cravos e margaridas. Tudo preparado para a festa, inclusive os discursos e a comida, só faltando a aguardada chegada do jovem mais popular e querido do bairro.
– Todos os ídolos gostam de se fazer esperar – respondeu Gino bem acomodado em sua cadeira de rodas. – São como noivas.
Ângela, porém, ainda mais bonita naquela noite, com sua japona dourada, perdia a paciência que Gino conservava, condenando a todo instante a demora de Alfredo.
– Ele está dando uma de importante – dizia. – O sucesso deve lhe ter subido à cabeça. É o que sempre acontece com artistas.
A ansiedade já era perceptível em todas as mesas, cujos ocupantes se mexiam, impacientes, ou se levantavam, circulando pelo salão. Os rapazes do conjunto de rock afinavam os instrumentos, para preencher o tempo, e Lucas Lazzari acendia mais um charuto. Mas a família do Garoto de Ouro, na mesa principal, era a mais preocupada, tanto que o pai dele, seu Domingos, deixou a cadeira, irritado, e aproximou-se de Leo.
– Faça-me um favor – pediu. – Parece que Alfredo esqueceu a festa. Dê um pulo até minha casa.
Leo pôs-se de pé imediatamente.
– Pode deixar, seu Domingos. Estava pensando em fazer isso mesmo. Volto num instante.
O que era para Leo uma tarefa tornou-se um prazer quando Ângela também se levantou, prontificando-se a acompanhá-lo.
– Vou com você – disse. – Já me cansei de ficar sentada.
Gino, que nunca perdia um lance, sorriu para o primo, ciente de que a ideia de Angela lhe dava enorme satisfação. E não desfez o sorriso enquanto os dois não saíram da cantina.
Considerando o fenômeno da sinonímia, quando a relação de sentido entre dois vocábulos tem significação muito próxima, leia o fragmento que segue, A ansiedade já era perceptível, e assinale o item que apresenta um sinônimo para a palavra destacada:
Questão
3 10736072
Fácil
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ano 2016
PUBLICITÁRIOS BUSCAM SÍMBOLO POSITIVO PARA A TERCEIRA IDADE

SÃO PAULO – Lucina Ratinho, de 68 anos, ri quando se lembra da discussão que a neta Isabela, de 12, travou na escola, anos atrás. Era Dia da Avó e cada criança tinha de levar uma foto da sua. Isabela foi logo dizendo que a dela era a mais bonita - que, claro, foi contestado pelos coleguinhas. Aí ela disse brava: “A minha é muito mais bonita porque ela corre! A de vocês não corre!”
Pensando em idosos como Lucinda, ultramaratonista, o diretor da agência paulistana Garage IM, Max Petrucci, começou um movimento para dar nova cara à terceira idade brasileira. Ele e outros publicitários querem modernizar o símbolo (ou pictograma, no termo técnico) do bonequinho curvado e apoiado em uma bengala.
[...]
“A forma de retratar o idoso tem de deixar de ser de uma pessoa decadente, porque isso não é verdade. Sim, há perda de vitalidade, mas o idoso hoje vive mais, está mais saudável, ativo e produtivo”, diz Petrucci. “O Brasil está em processo de envelhecimento (da população) e mexer no símbolo é uma forma de conscientização sobre o tema.”
A imagem do homem curvo e de bengala começou a aparecer no país no fim da década de 1990, com o Estatuto do Idoso, e, no início dos anos 2000, com a sanção de leis de atendimento e assentos preferenciais.
[...]
Se depender de Lucina, o pictograma correria. “Bem que podia ser um bonequinho correndo, com um sorrisão na cara. Correr é o melhor remédio para o idoso”, receita. “Eu vou durar 120 anos!”
(Estado de São Paulo, 23 Janeiro 2013)
No trecho “A forma de retratar o idoso tem de deixar de ser de uma pessoa decadente, porque isso não é verdade (...)”, a palavra em destaque pode ser adequadamente substituída por
Questão
20 10596807
Fácil
SENAI 1° Ano - CGE 2097 2015/1
O texto abaixo se refere à questão.
“(...) Em Santos, onde morávamos, minha mãe me lia histórias, meu pai gostava de declamar poesias. Foi em algum momento do ginásio (...) que li de começo ao fim um romance: Inocência, de Taunay, é a minha mais remota lembrança de leitura de romance brasileiro. Livro aberto nos joelhos, afundada de atravessado numa poltrona velha e gorda, num quartinho com máquina de costura, estante de quinquilharias e uma gata branca chamada Minie. (...)”
Fonte: LAJOLO, M. Como e por que ler o romance brasileiro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004.
As expressões destacadas em negrito podem ser substituídas, sem perder o sentido do texto, respectivamente, por:
Questão
15 10542219
Fácil
SENAI 1º Ano - CGE 2079 2014/1
(...)
“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. (...).
A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.”(...)
Fonte: CUNHA, E. Os Sertões. São Paulo: MARTIN CLARET, Série Ouro, 2004.
As palavras destacadas podem ser substituídas, sem perder o sentido do contexto, respectivamente, por: