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10.581 Questões

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Questão 39 15480396
Fácil

CMRJ 6 ano 2026
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Conto

TEXTO

O Leão Covarde

 

     Por todo esse tempo, Dorothy e os companheiros andaram em meio à densa floresta.
     - Quanto tempo leva para sairmos da floresta? - perguntou ela ao Lenhador.
     - Não sei, nunca fui à Cidade das Esmeraldas. Meu pai foi uma vez. Disse que a viagem é longa
     e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz. Não temos o
 [5]   que temer. Trouxe a lata de óleo, o Espantalho não se machuca e você traz na testa a marca que a
     protege de qualquer perigo.
     - Mas, e Totó? O que vai protegê-lo?
     - Nós o protegeremos, caso corra perigo - disse o Lenhador.
     Nesse exato momento, ouviu-se terrível rugido e um leão enorme surgiu no meio do caminho.
[10]   Bastou erguer uma pata para o Espantalho voar para fora da estrada. Atacou o Lenhador de Lata com
     garras afiadas.
     O cachorrinho tinha, agora, um inimigo pela frente. Correu em direção à fera, e o leão abriu a
     bocarra para devorá-lo. Dorothy, sentindo que poderia perder o amigo, sem avaliar o perigo, avançou
     e deu um tapa no focinho do leão. Gritou:
[15]   - Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão
     pequeno? Não tem vergonha, não?
     - Mas eu não mordi - disse o Leão, esfregando a pata no focinho, onde a menina tinha batido.
     - Não, mas tentou. Você não passa de um covarde.
     - Eu sei disso - disse o Leão, baixando a cabeça, envergonhado. - Sou mesmo um covarde, o que
[20]   posso fazer?
     - E eu é que vou saber? Imagine, atacar um homem de palha como o Espantalho!
     - Ele é de palha, é? - perguntou o Leão, surpreso, ao ver Dorothy erguer o companheiro.
     - É claro que é! - respondeu ela, ainda furiosa.
     - Ah, então foi por isso que caiu fácil. Fiquei surpreso ao vê-lo sair voando. O outro também é
[25]   de palha?
     - Não, é de lata. - enquanto falava, ajudava o Lenhador a ficar em pé.
     - Então foi por isso que estraguei as unhas. Quando arranharam a lata, senti um frio na espinha.
     E esse animal que você gosta tanto, o que é?
     - É Totó, o meu cachorro.
[30]   - É de lata ou de palha?
     - Nem de uma coisa nem de outra. É de carne.
     - Como é estranho e pequenino, visto de perto. Ninguém atacaria um animalzinho desses, a não
     ser um covarde como eu - disse, triste, o Leão.
     - E por que você é covarde? - perguntou ela, admirada com a declaração.
[35]   - Ah, é um mistério. Acho que nasci assim. Os outros animais da floresta pensam que sou valente,
     pois o leão é considerado o Rei dos animais. Disseram-me que, se rugir alto, deixo todos apavorados
     e fogem do meu caminho. Mas, se encontro alguém à minha frente, quem fica em pânico sou eu. Se
     um elefante, tigre ou urso resolvesse me enfrentar, eu sairia correndo. Sou um completo covarde. Sorte
     minha os bichos fugirem, mal ouvem o meu rugido.
[40]   - Isso não está certo. O Rei dos Animais não pode ser um covarde. - disse o Espantalho.
     - Sei disso - respondeu o Leão, enxugando uma lágrima com a ponta da cauda. - É o que me
     deixa infeliz. Basta eu pressentir perigo que meu coração dispara.
     - Talvez você tenha algum problema cardíaco - disse o Lenhador.
     - É, pode ser - foi o comentário do Leão.
[45]   - Se for, sorte sua. Prova que tem coração. Eu, como não tenho, jamais vou sofrer de doença
     cardíaca.
     O Leão, pensativo, disse:
     - Talvez, se eu tivesse coração, não fosse covarde.
     - Você tem cérebro? - perguntou o Espantalho.
[50]  - Acho que sim. Nunca olhei para saber.
     - Eu não tenho. Minha cabeça é cheia de palha. Por isso vou ao Grande Oz pedir que me dê um.
     - E eu vou pedir um coração - disse o Lenhador.
     - E eu, que me mande, com Totó, de volta para casa - acrescentou Dorothy.
     - Posso ir com vocês? - perguntou o Leão. - A vida sem um pouco de coragem é insuportável.
[55]   - Vai ser bom - disse a menina. - Assim os animais selvagens vão se manter afastados.
     Mais uma vez, o grupo se pôs a caminho.

(BAUM, L. Frank. O Mágico de Oz. Tradução e adaptação Ugia Cademartori. São Paulo: FTD, 2008. p. 25-27)

 

Releia o trecho do texto a seguir e responda à questão proposta:

"Disse que a viagem é longa e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz." (1. 3-4)

 

"- Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão pequeno?" (1. 15-16)

 

A palavra "onde" aparece nos trechos acima com finalidades diferentes.

O primeiro "onde" se refere à cidade do Grande Oz.

 

O segundo

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Questão 36 15480390
Fácil

CMRJ 6 ano 2026
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Conto

TEXTO

O Leão Covarde

 

     Por todo esse tempo, Dorothy e os companheiros andaram em meio à densa floresta.
     - Quanto tempo leva para sairmos da floresta? - perguntou ela ao Lenhador.
     - Não sei, nunca fui à Cidade das Esmeraldas. Meu pai foi uma vez. Disse que a viagem é longa
     e o percurso, perigoso, mas tudo fica bonito, próximo à cidade onde vive o Grande Oz. Não temos o
 [5]   que temer. Trouxe a lata de óleo, o Espantalho não se machuca e você traz na testa a marca que a
     protege de qualquer perigo.
     - Mas, e Totó? O que vai protegê-lo?
     - Nós o protegeremos, caso corra perigo - disse o Lenhador.
     Nesse exato momento, ouviu-se terrível rugido e um leão enorme surgiu no meio do caminho.
[10]   Bastou erguer uma pata para o Espantalho voar para fora da estrada. Atacou o Lenhador de Lata com
     garras afiadas.
     O cachorrinho tinha, agora, um inimigo pela frente. Correu em direção à fera, e o leão abriu a
     bocarra para devorá-lo. Dorothy, sentindo que poderia perder o amigo, sem avaliar o perigo, avançou
     e deu um tapa no focinho do leão. Gritou:
[15]   - Você não vai morder o Totó! Onde já se viu bicho do seu tamanho brigar com cachorrinho tão
     pequeno? Não tem vergonha, não?
     - Mas eu não mordi - disse o Leão, esfregando a pata no focinho, onde a menina tinha batido.
     - Não, mas tentou. Você não passa de um covarde.
     - Eu sei disso - disse o Leão, baixando a cabeça, envergonhado. - Sou mesmo um covarde, o que
[20]   posso fazer?
     - E eu é que vou saber? Imagine, atacar um homem de palha como o Espantalho!
     - Ele é de palha, é? - perguntou o Leão, surpreso, ao ver Dorothy erguer o companheiro.
     - É claro que é! - respondeu ela, ainda furiosa.
     - Ah, então foi por isso que caiu fácil. Fiquei surpreso ao vê-lo sair voando. O outro também é
[25]   de palha?
     - Não, é de lata. - enquanto falava, ajudava o Lenhador a ficar em pé.
     - Então foi por isso que estraguei as unhas. Quando arranharam a lata, senti um frio na espinha.
     E esse animal que você gosta tanto, o que é?
     - É Totó, o meu cachorro.
[30]   - É de lata ou de palha?
     - Nem de uma coisa nem de outra. É de carne.
     - Como é estranho e pequenino, visto de perto. Ninguém atacaria um animalzinho desses, a não
     ser um covarde como eu - disse, triste, o Leão.
     - E por que você é covarde? - perguntou ela, admirada com a declaração.
[35]   - Ah, é um mistério. Acho que nasci assim. Os outros animais da floresta pensam que sou valente,
     pois o leão é considerado o Rei dos animais. Disseram-me que, se rugir alto, deixo todos apavorados
     e fogem do meu caminho. Mas, se encontro alguém à minha frente, quem fica em pânico sou eu. Se
     um elefante, tigre ou urso resolvesse me enfrentar, eu sairia correndo. Sou um completo covarde. Sorte
     minha os bichos fugirem, mal ouvem o meu rugido.
[40]   - Isso não está certo. O Rei dos Animais não pode ser um covarde. - disse o Espantalho.
     - Sei disso - respondeu o Leão, enxugando uma lágrima com a ponta da cauda. - É o que me
     deixa infeliz. Basta eu pressentir perigo que meu coração dispara.
     - Talvez você tenha algum problema cardíaco - disse o Lenhador.
     - É, pode ser - foi o comentário do Leão.
[45]   - Se for, sorte sua. Prova que tem coração. Eu, como não tenho, jamais vou sofrer de doença
     cardíaca.
     O Leão, pensativo, disse:
     - Talvez, se eu tivesse coração, não fosse covarde.
     - Você tem cérebro? - perguntou o Espantalho.
[50]  - Acho que sim. Nunca olhei para saber.
     - Eu não tenho. Minha cabeça é cheia de palha. Por isso vou ao Grande Oz pedir que me dê um.
     - E eu vou pedir um coração - disse o Lenhador.
     - E eu, que me mande, com Totó, de volta para casa - acrescentou Dorothy.
     - Posso ir com vocês? - perguntou o Leão. - A vida sem um pouco de coragem é insuportável.
[55]   - Vai ser bom - disse a menina. - Assim os animais selvagens vão se manter afastados.
     Mais uma vez, o grupo se pôs a caminho.

(BAUM, L. Frank. O Mágico de Oz. Tradução e adaptação Ugia Cademartori. São Paulo: FTD, 2008. p. 25-27)

 

No texto, o autor declara que "Ao termos consciência de como o corpo processa o que foi vivido, entendemos melhor os nossos conflitos emocionais e respeitamos as nossas limitações internas, ao mesmo tempo que podemos escolher desafiá-las." (1. 27-29)

 

Assinale a opção cujo fragmento do texto ilustra um momento dessa inteligência emocional do Leão.

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Questão 27 15480330
Fácil

CMRJ 6 ano 2026
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência

TEXTO

Quem tem medo de quê?

 

[1]   Eu vou contar pra você
     o que é meu maior segredo.
     Há uma coisa no mundo
     que me mete muito medo!

 

 [5]   Não tenho medo de pai,
     nem de mãe e nem de irmão.
     Mas eu tenho muito medo
     do barulho do trovão.

 

     Do trovão? Mas que bobagem!
[10]   Que medo mais infantil!
     Quando o trovão faz barulho
     o raio até já caiu... (...)

 

     Sabe do que eu tenho medo?
     Que me dói o coração?
[15]   Até me arrepia a espinha...
     Tenho medo de injeção!

 

     Ah, injeção eu não gosto,
     mas não fico apavorada.
     Existe só uma coisa
[20]   que me deixa até gelada...

 

     Do que eu tenho muito medo,
     que me deixa num apuro...
     É uma coisa meio besta:
     é ter de ficar no escuro...

 

[25]   Que medo mais bobo o seu!
     É verdade, eu asseguro,
     que é só acender a luz
     e pronto! Acabou-se o escuro!

 

     O medo maior que eu tenho,
[30]   o que me causa pavor,
     é de pensar em vampiro.
     Vampiro me causa horror!

 

     Vampiro não me dá medo...
     Acho que nunca senti...
[35]   Tenho medo do que existe,
     e não do que nunca vi.

 

     Mas existe uma coisinha...
     Eu de medo até me encolho!
     Eu tenho um medo danado
[40]   mas é de pegar piolho.

 

     Piolho é um bichinho à-toa...
     Não complica nossa vida.
     É coisa que a gente cura
     com sabão e inseticida!

 

[45]   Agora, mais perigoso
     pra mim, até que leão,
     tenho medo é de cachorro,
     cachorrinho ou cachorrão!

 

     Cachorro eu até que gosto.
[50]   Na minha casa tem três.
     Agora, o que eu tenho medo
     eu vou contar de uma vez.

 

     Não tenho medo de nada! (...)
     Mas apesar de valente
[55]   tenho medo de avião!

 

     É mais pesado que o ar
     e tem motor de explosão...
     Mas apesar disso tudo,
     eu não tenho medo, não!

 

[60]   Mas (...), pato, galinha, (...)
     tudo que é bicho de pena
     me põe de cabelo em pé!

 

     Pelo que vemos, pessoal,
     ter medo não é vergonha.
[65]   Todo mundo tem um medo,
     que a gente nem mesmo sonha.

 

     Mas eu vou andando agora.
     Não temo bicho, nem homem!
     É que está chegando a hora
[70]   de aparecer lobisomem...

(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)

 

Em "( ... ) que é só acender a luz/ e pronto! Acabou-se o escuro!" (v. 27 e 28), a expressão destacada enfatiza a ideia de

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Questão 25 15480323
Fácil

CMRJ 6 ano 2026
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência

TEXTO

Quem tem medo de quê?

 

[1]   Eu vou contar pra você
     o que é meu maior segredo.
     Há uma coisa no mundo
     que me mete muito medo!

 

 [5]   Não tenho medo de pai,
     nem de mãe e nem de irmão.
     Mas eu tenho muito medo
     do barulho do trovão.

 

     Do trovão? Mas que bobagem!
[10]   Que medo mais infantil!
     Quando o trovão faz barulho
     o raio até já caiu... (...)

 

     Sabe do que eu tenho medo?
     Que me dói o coração?
[15]   Até me arrepia a espinha...
     Tenho medo de injeção!

 

     Ah, injeção eu não gosto,
     mas não fico apavorada.
     Existe só uma coisa
[20]   que me deixa até gelada...

 

     Do que eu tenho muito medo,
     que me deixa num apuro...
     É uma coisa meio besta:
     é ter de ficar no escuro...

 

[25]   Que medo mais bobo o seu!
     É verdade, eu asseguro,
     que é só acender a luz
     e pronto! Acabou-se o escuro!

 

     O medo maior que eu tenho,
[30]   o que me causa pavor,
     é de pensar em vampiro.
     Vampiro me causa horror!

 

     Vampiro não me dá medo...
     Acho que nunca senti...
[35]   Tenho medo do que existe,
     e não do que nunca vi.

 

     Mas existe uma coisinha...
     Eu de medo até me encolho!
     Eu tenho um medo danado
[40]   mas é de pegar piolho.

 

     Piolho é um bichinho à-toa...
     Não complica nossa vida.
     É coisa que a gente cura
     com sabão e inseticida!

 

[45]   Agora, mais perigoso
     pra mim, até que leão,
     tenho medo é de cachorro,
     cachorrinho ou cachorrão!

 

     Cachorro eu até que gosto.
[50]   Na minha casa tem três.
     Agora, o que eu tenho medo
     eu vou contar de uma vez.

 

     Não tenho medo de nada! (...)
     Mas apesar de valente
[55]   tenho medo de avião!

 

     É mais pesado que o ar
     e tem motor de explosão...
     Mas apesar disso tudo,
     eu não tenho medo, não!

 

[60]   Mas (...), pato, galinha, (...)
     tudo que é bicho de pena
     me põe de cabelo em pé!

 

     Pelo que vemos, pessoal,
     ter medo não é vergonha.
[65]   Todo mundo tem um medo,
     que a gente nem mesmo sonha.

 

     Mas eu vou andando agora.
     Não temo bicho, nem homem!
     É que está chegando a hora
[70]   de aparecer lobisomem...

(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)

 

Releia os versos do texto a seguir e responda à questão proposta:

 

"Que me mete muito medo!" (v. 4)
"Mas eu tenho muito medo" (v. 7)
"Do que eu tenho muito medo," (v. 21)

 

Nos versos acima, a repetição das expressões destacadas produzem um efeito que

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Questão 24 15480283
Fácil

CMRJ 6 ano 2026
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência

TEXTO

Quem tem medo de quê?

 

[1]   Eu vou contar pra você
     o que é meu maior segredo.
     Há uma coisa no mundo
     que me mete muito medo!

 

 [5]   Não tenho medo de pai,
     nem de mãe e nem de irmão.
     Mas eu tenho muito medo
     do barulho do trovão.

 

     Do trovão? Mas que bobagem!
[10]   Que medo mais infantil!
     Quando o trovão faz barulho
     o raio até já caiu... (...)

 

     Sabe do que eu tenho medo?
     Que me dói o coração?
[15]   Até me arrepia a espinha...
     Tenho medo de injeção!

 

     Ah, injeção eu não gosto,
     mas não fico apavorada.
     Existe só uma coisa
[20]   que me deixa até gelada...

 

     Do que eu tenho muito medo,
     que me deixa num apuro...
     É uma coisa meio besta:
     é ter de ficar no escuro...

 

[25]   Que medo mais bobo o seu!
     É verdade, eu asseguro,
     que é só acender a luz
     e pronto! Acabou-se o escuro!

 

     O medo maior que eu tenho,
[30]   o que me causa pavor,
     é de pensar em vampiro.
     Vampiro me causa horror!

 

     Vampiro não me dá medo...
     Acho que nunca senti...
[35]   Tenho medo do que existe,
     e não do que nunca vi.

 

     Mas existe uma coisinha...
     Eu de medo até me encolho!
     Eu tenho um medo danado
[40]   mas é de pegar piolho.

 

     Piolho é um bichinho à-toa...
     Não complica nossa vida.
     É coisa que a gente cura
     com sabão e inseticida!

 

[45]   Agora, mais perigoso
     pra mim, até que leão,
     tenho medo é de cachorro,
     cachorrinho ou cachorrão!

 

     Cachorro eu até que gosto.
[50]   Na minha casa tem três.
     Agora, o que eu tenho medo
     eu vou contar de uma vez.

 

     Não tenho medo de nada! (...)
     Mas apesar de valente
[55]   tenho medo de avião!

 

     É mais pesado que o ar
     e tem motor de explosão...
     Mas apesar disso tudo,
     eu não tenho medo, não!

 

[60]   Mas (...), pato, galinha, (...)
     tudo que é bicho de pena
     me põe de cabelo em pé!

 

     Pelo que vemos, pessoal,
     ter medo não é vergonha.
[65]   Todo mundo tem um medo,
     que a gente nem mesmo sonha.

 

     Mas eu vou andando agora.
     Não temo bicho, nem homem!
     É que está chegando a hora
[70]   de aparecer lobisomem...

(ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)

 

No poema, personagens diferentes revelam seus medos de trovão, de injeção, de escuro, de vampiro, de piolho, de avião, entre outros.

 

Sobre esses medos e a forma como são apresentados no poema, é possível afirmar que

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Questão 23 15480281
Fácil

CMRJ 6 ano 2026
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto
  • Estratégias de leitura Pontuação
  • Ponto de exclamação

TEXTO

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bichinhosdejardim.com

No texto, as respostas fornecidas por Caramelo contêm um ponto de exclamação.

 

Tal sinal de pontuação, nesse contexto, indica

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