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Questões de EFAF Português - Sintaxe

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1.305 Questões

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Questão 3 616017
Fácil

COTIL 1° Ano 2019
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Sintaxe
  • Semântica Sinônimos e Antônimos
  • Sinônimos

Texto para a questão:

 

Fomos proibidos de te amar, São Paulo

 

Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.

 

Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.

 

Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.

 

Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.

 

Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.

 

Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.

 

Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.

 

São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8

 

Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.

 

Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.

 

* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)

“Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam.”1

 

“Usurpar” é sinônimo de:

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Questão 3 483685
Fácil

IFBA 2019
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Sintaxe
  • Conjunções Valores semânticos

Leia o texto e responda à questão.

 

TEXTO
SUPER VELOCIDADE

 

O velocista escarlate consegue mover-se a uma velocidade sobre-humana e, com isso, é capaz de violar várias leis da Física. Barry Allan ganhou seus poderes após ser atingido por um raio. Então, ele resolveu colocar um colante vermelho e sair por aí, correndo. Depois de um tempo, acabou se juntando a outros super- heróis integrando a Liga da Justiça. Será que a gente conseguiria correr por aí como o Flash? 

Nós somos uma espécie bem lenta quando comparada a outras. Nossos pés e pernas evoluíram para escalar árvores. Nós começamos a andar eretos recentemente enquanto outros animais evoluíram de ancestrais bípedes. 

Engenheiros e pesquisadores têm se baseado em pernas de outros animais para dar um jeito de aumentar a nossa velocidade. Um destes animais é a avestruz, que corre até 64 km por hora, usando metade da energia que nós. Isso é possível porque eles têm tendões que são capazes de reciclar a energia exercida quando os pés batem no chão e a utilizam para impulsionar o pé no próximo passo. Algumas próteses utilizadas por atletas olímpicos foram baseadas nas pernas e patas da avestruz. 

O recorde de velocidade humana é dos astronautas da Apollo 11, que atingiram 40.000 km/h quando a espaçonave reentrou na atmosfera terrestre. Nós poderíamos economizar muito tempo nos movimentando nesta velocidade, mas há alguns problemas. 

Com super velocidade, antes de você ver o que está a sua frente e reagir, você já teria passado por, ou através, do que quer que fosse que teria que desviar. A conta é: tempo (1/5 de segundo) multiplicado pela velocidade (40.000 km/h) é igual a distância (2,2 km). Ou seja, se você estivesse correndo nesta velocidade e tentasse desviar de um prédio, teria que estar a mais de 2 km dele para ter tempo de desviar. Quem dirige sabe o que acontece com um inseto quando ele atinge o para-brisa do carro. Não é uma visão muito bonita (principalmente para o inseto). Dessa forma, qualquer colisão direta que você tenha viajando mais de 95 km por hora será fatal. Então, não adianta ter super cura se você morre no impacto. Na melhor das hipóteses, caso você seja indestrutível, se tornaria um míssil, destruindo tudo que atingisse. 

Tudo bem! Você se livrou de todos estes problemas! Imagine que uma bala está prestes a atingir uma donzela em perigo. Então você, com sua super velocidade, agarra a moça e a leva para um lugar seguro. Romântico, mas ela vai sofrer mais lesões pelo salvamento do que pela bala. 

A Primeira Lei de Newton fala da Inércia, que é a resistência a uma mudança no estado natural de repouso ou movimento. Isso significa que um objeto vai continuar se movendo ou continuar parado, a não ser que algo mude isso. Ela estava parada e acelerou até a sua velocidade em menos de um segundo. O cérebro dela se chocaria com uma das paredes dentro do crânio no momento do seu salvamento e, ao parar abruptamente, o cérebro se chocaria com a outra parede do crânio, transformando-se em mingau. Neste caso, não é a velocidade que causa os danos, mas sim a aceleração ou a parada abrupta, da mesma forma que você é jogado para frente quando o motorista do ônibus pisa fundo no freio. O que você fez à moça é matematicamente a mesma coisa que atropelá-la com uma nave espacial a 40.000 km/h. 

Disponível em: https://medium.com/ciencia-descomplicada/super-poderes-4-super-velocidade-c0c5333a18a4. Acessado em: 06.08.2018

Em “Nós poderíamos economizar muito tempo nos movimentando nesta velocidade, mas há alguns problemas.” o termo em negrito poderia ser substituído, sem prejuízos ao sentido e à estrutura, por: 

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Questão 4 11543355
Fácil

Pref. de São Paulo 7° Ano Prova Semestral 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto Sintaxe
  • Discurso Indireto Gêneros textuais não verbais e mistos
  • Tirinha

Leia a tira para responder às questão.

 

 

Disponível em: http://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. Acesso em: 26 de dez. de 2017.

O trecho “Bela tentativa!” da tira pode ser reescrito em discurso indireto da seguinte forma:

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Questão 4 11009675
Fácil

IFC Exame de Classificação 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto Morfologia Sintaxe
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Conjunções Conjunções

Leia atentamente o texto a seguir e responda a QUESTÃO.

 

Três tartarugas são encontradas mortas em rede de pesca na praia da Pinheira, em Palhoça

 

A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) encontrou três tartarugas verdes (Chelonia mydas) presas em uma rede de pesca na praia da Pinheira, em Palhoça. A rede, localizada durante o monitoramento diário, estava abandonada em uma duna de areia e os animais em estado de decomposição avançado. Todas as tartarugas eram jovens.

 

Segundo o Projeto Baleia Franca, que divulgou a ocorrência, a pesca incidental é uma grande ameaça para a conservação da vida nos mares, por isso, é necessária a sensibilização e colaboração da comunidade para preservar o ambiente marinho.

 

A orientação em caso de presenciar algum animal encalhado na praia – vivo ou morto – é entrar em contato com o PMP-BS pelo telefone 0800 642 3341, fornecendo o local e outras informações que possam ser úteis aos profissionais.

(Disponível em: http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/07/tres-tartarugas-sao-encontradas-mortas-em-rede-de-pesca-na-praia-da-pinheira-em-palhoca-9853708.html. Acesso em: 10 jul. 2017.)

Considerando o texto que você leu – “Três tartarugas são encontradas mortas em rede de pesca na praia da Pinheira, em Palhoça” –, no trecho “a pesca incidental é uma grande ameaça para a conservação da vida nos mares, por isso, é necessária a sensibilização e colaboração da comunidade para preservar o ambiente marinho.”, a conjunção em destaque pode ser substituída, sem que haja alteração de sentido, por:

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Questão 20 10737304
Fácil

SENAI 1º Ano - CGE 2154 2018/2
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Sintaxe
  • Concordância verbal Erros / Vícios de Linguagem
  • Solecismo

A canção abaixo se refere à questão.

 

Domingo nós fumus
Num samba no Bexiga
Na rua Major
Na casa do Nicola
A “mezza notte o’clock”
Saiu uma baita duma briga
Era só pizza que avoava
Junto coas brajola

 

Nóis era estranho no lugar
E não quisemo se meter
Não fumo lá pra brigá
Nóis fumo lá pra comê
Na hora h se infiemo debaixo da mesa
Fiquemo ali de beleza
Vendo o Nicola brigá
Dali a pouco escuitemo a patrulha chegar
E o sargento Oliveira parlar
Num tem portância
Vô chamando as ambulância.

 

Aí ele disse assim:
Carma, pessoar,
A situação aqui tá
Muito cínica:
Os mais pior vai pras Crínica. 

Fonte: BARBOSA, A. Um samba no Bexiga. In: REGINA, E. No fino da bossa. Caravelas: v. 3, faixa 7, 1997.

 

De acordo com as regras da gramática normativa de Língua Portuguesa, ocorre erro de concordância verbal em:

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Questão 8 10708607
Fácil

CMBH 1°ano - Prova de Português 2018
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto Sintaxe
  • Conjunções Gêneros textuais - Verbais/Descritivos
  • Receita culinária

Texto

 

Felicidade Gourmet

Luis Giffoni

 

[1]   A felicidade é um prato descomplicado de fazer. É verdade que leva muitos ingredientes, pode

custar caro, admite variações, às vezes demora; muita gente jura que o inventou, mas cada um de nós

possui talento inato para alcançar as três estrelas do Michelin. É fácil.
   Adicione sempre um pouco de desejo à receita. Sem desejo, o prato perde a atração.

[5] Preocupações exageradas põem tudo a perder. Cultura e conhecimento podem ser usados à vontade, senão

não se aproveita todo o    paladar. A Lua deve estar no tempero, para o cheiro subir ao espaço. A natureza

também, para se apurar o gosto da vida. Nada como polvilhar sobre o molho o canto do sabiá ou do

pintassilgo, como preferir. Providência simples, que acrescenta doçura. Poesia também entra no preparo.

Substitui o sal, quando vem das entranhas.
[10]  A base, no entanto, continua você mesmo, suas escolhas, suas preferências. Você decide o que

usar e, ao servir-se, será o supremo juiz. Chame os amigos e os parentes para ajudá-lo na cozinha. Eles

realçam as delícias de sua receita.
 Importante: não se esqueça do ponto. Retire do fogo na hora certa. Tem gente que esperou tanto o

prato ficar pronto que morreu antes. Com fome.

 

Vocabulário:
- Michelin: guia turístico que premia restaurantes. O máximo de estrelas são três, sinônimo de uma cozinha irrepreensível.

- gourmet: palavra de origem francesa que significa quem conhece e aprecia bons pratos e vinhos.

(Fonte: https://luisgiffoni.com.br/felicidade-gourmet/ . Acesso em 09 ago 2018.)

As conjunções coordenativas podem ligar duas orações independentes e autônomas na perspectiva sintática. Semanticamente, estabelecem diferentes relações de sentido entre as orações. Leia, com atenção, o trecho extraído do texto : “[...] muita gente jura que o inventou, mas cada um de nós possui talento inato para alcançar as três estrelas do Michelin.” (ℓ 2 e ℓ 3)

 

É correto afirmar que a conjunção coordenativa presente nesse trecho

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