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Questões de EFAF Arte - História da Arte

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44 Questões

Fonte

Questão 5 14931404
Médio

ONHB 3 Fase 2025
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Artes Visuais História da Arte
  • Arte Brasileira Contemporânea Pintura
  • Artistas e Suas Obras

Veja a pintura de Nicolas-Antoine Taunay, “Gato com um papagaio”, e depois responda à questão:

 

Chat avec un perroquet (Gato com um papagaio), 1816-1821

0_281bdce654269e8db86a7c7b65aaf16d_14931404.jpg.png

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Óleo sobre madeira ORIGEM: Nicolas-Antoine Taunay, Chat avec un perroquet (Gato com um papagaio), 1816-21. Óleo sobre madeira. 14 x 23,1 cm. Coleção particular, Paris. In: Schwarcz, Lilia Moritz. O sol do Brasil: Nicolas-Antoine Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de D. João. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. CRÉDITOS: Nicolas-Antoine Taunay.  TÉCNICA: Óleo sobre madeira DIMENSÕES: 14 x 23,1 cm PALAVRAS-CHAVE: período joanino, história da arte

 

A obra de Nicolas-Antoine Taunay:

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Questão 1 14959150
Médio

ONHB Fase 2 2023
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Artes Visuais História da Arte
  • Contextos e práticas Intervenção
  • Diferentes manifestações artísticas

Documento

As mulatas, 1962

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Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Fotografia ORIGEM: Emiliano Di Cavalcanti, ”As mulatas”, 1962. Painel.  Foto: Paulo Pimenta/Reprodução. Acervo do Palácio do Planalto. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/a-historia-do-quadro-de-di-cavalcanti-destruido-porterroristas/. Acesso em: 14 fev. 2023 CRÉDITOS: Emiliano Di Cavalcanti; Foto: Paulo Pimenta/Reprodução TÉCNICA: Painel; fotografia. PALAVRAS-CHAVE: di cavalcanti, história da arte, história do tempo presente

 

Documento

Obra de Di Cavalcanti danificada por criminosos no Planalto é avaliada em R$ 8 milhões

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Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Manchete de notícia ORIGEM: Carolina Farias; Carolina Figueiredo. ”Obra de Di Cavalcanti danificada por criminosos no Planalto é avaliada em R$ 8 milhões”. CNN. São Paulo. 09/01/2023 às 12:44 | Atualizado 09/01/2023 às 18:01. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/obra-de-di-cavalcanti-danificada-por-criminosos-noplanalto-e-avaliada-em-r-8-milhoes/. Acesso em 14 fev. 2023. CRÉDITOS: Carolina Farias; Carolina Figueiredo; Emiliano Di Cavalcanti. PALAVRAS-CHAVE: história do tempo presente, di cavalcanti, história da arte

 

Sobre o ocorrido durante os eventos de 8 de janeiro de 2023, indicado pelos documentos, assinale a alternativa mais pertinente:

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Questão 22 15360815
Médio

CMB 1 Ano 2022
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Artes Visuais História da Arte
  • Conceitos e Contextos Contextos e práticas
  • Diferentes manifestações artísticas

Após a leitura do Texto, responda à questão.

 

TEXTO 1

Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)

 

[1]    Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
    Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar

ou perceber que ela está presente.
    A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

0_1629effcfca1b36911f5271de0d18da3_250149.jpg.png

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.

 

    A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos

registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.

[10]    Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos

já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim

como se fosse algo fundamental e necessário.

    Isso não mudou até hoje.

    O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como

[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as

linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em

quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos

relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos

para com a sociedade.

[20]    A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",

lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais

forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores

azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que

melhora a escuta, a observação e a comunicação.

[25]    Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui

então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de

e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos

emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música

e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam

[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos

diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a

arte contribui para nos tornar mais humanos.

    Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,

criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite

[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para

alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com

isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,

pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também

trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.

[40]    Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à

troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não

é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte

faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.

Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o

[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,

audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos

e o que ela causa em nós.

    Tudo isso é arte.

    E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da

[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e

equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,

depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um

mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão

entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá

[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte

consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade

do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.

    A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a

nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,

[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida

perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar

essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.

    Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não

importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil

[65] maneiras diferentes.

    Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?

Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).

 

TEXTO 2

0_4317ddf8480d1ef21ac2ee39c5c8232b_15360815.jpg.png

Disponível em: https://revospace.com.br/artigo/fale-como-um-artista-djcas-para-voce-falar-da-sua-arte/. Acesso em: 19 set. 2022.

 

Que intenção do autor pode ser inferida a partir da leitura dos recursos expressivos verbais e não verbais da tirinha?

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Questão 21 15360808
Médio

CMB 1 Ano 2022
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Artes Visuais História da Arte
  • Arte Pré-Histórica Desenho
  • Luz, Sombra, Ponto, Linha, Espaço, Volume, Formas Geométricas

Após a leitura do Texto, responda à questão.

 

TEXTO

Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)

 

[1]    Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
    Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar

ou perceber que ela está presente.
    A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

0_1629effcfca1b36911f5271de0d18da3_250149.jpg.png

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.

 

    A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos

registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.

[10]    Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos

já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim

como se fosse algo fundamental e necessário.

    Isso não mudou até hoje.

    O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como

[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as

linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em

quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos

relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos

para com a sociedade.

[20]    A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",

lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais

forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores

azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que

melhora a escuta, a observação e a comunicação.

[25]    Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui

então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de

e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos

emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música

e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam

[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos

diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a

arte contribui para nos tornar mais humanos.

    Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,

criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite

[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para

alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com

isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,

pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também

trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.

[40]    Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à

troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não

é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte

faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.

Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o

[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,

audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos

e o que ela causa em nós.

    Tudo isso é arte.

    E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da

[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e

equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,

depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um

mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão

entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá

[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte

consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade

do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.

    A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a

nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,

[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida

perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar

essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.

    Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não

importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil

[65] maneiras diferentes.

    Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?

Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).

"[Criar arte] nos permite utilizar diferentes formas de expressão (...) como ferramentas para alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos." (Linhas 34 a 37)

 

Marque a única alternativa que se aproxima da afirmação expressa no excerto acima.

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Questão 20 15360803
Médio

CMB 1 Ano 2022
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Artes Visuais História da Arte
  • Elementos da Linguagem Visual Pintura Rupestre

Após a leitura do Texto, responda à questão.

 

TEXTO

Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)

 

[1]    Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
    Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar

ou perceber que ela está presente.
    A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

0_1629effcfca1b36911f5271de0d18da3_250149.jpg.png

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.

 

    A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos

registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.

[10]    Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos

já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim

como se fosse algo fundamental e necessário.

    Isso não mudou até hoje.

    O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como

[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as

linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em

quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos

relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos

para com a sociedade.

[20]    A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",

lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais

forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores

azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que

melhora a escuta, a observação e a comunicação.

[25]    Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui

então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de

e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos

emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música

e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam

[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos

diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a

arte contribui para nos tornar mais humanos.

    Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,

criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite

[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para

alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com

isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,

pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também

trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.

[40]    Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à

troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não

é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte

faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.

Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o

[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,

audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos

e o que ela causa em nós.

    Tudo isso é arte.

    E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da

[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e

equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,

depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um

mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão

entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá

[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte

consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade

do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.

    A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a

nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,

[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida

perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar

essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.

    Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não

importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil

[65] maneiras diferentes.

    Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?

Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).

Considere o seguinte trecho, extraído do Texto.

 

“E a Arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos da nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e, depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão entre esses dois elementos.” (Linhas 49-54)

 

Nas opções abaixo, todas as palavras destacadas em negrito estão sendo utilizadas como articuladores semântico-discursivos.

 

A opção que estabelece corretamente a relação indicada é:

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Questão 19 15360796
Médio

CMB 1 Ano 2022
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Artes Visuais História da Arte
  • Conceitos e Contextos Contextos e práticas
  • Diferentes manifestações artísticas

Após a leitura do Texto, responda à questão.

 

TEXTO

Como a arte influencia nossas vidas (e a gente nem percebe!)

 

[1]    Você já parou para pensar no poder e na influência da arte ao longo da sua vida?
    Estamos tão acostumados com a presença da arte em todo lugar que, às vezes, é até difícil enxergar

ou perceber que ela está presente.
    A gente cria e consome arte desde os nossos primórdios como seres humanos. A caverna de
[5] Lascaux, na França, possui centenas de pinturas com mais de dezessete mil anos em suas paredes. São
desenhos de animais e marcas de mãos, como aquelas feitas pelas crianças quando pintam o contorno da
mão em papel ou quando molham a palma em tinta e carimbam alguma coisa para deixar sua marca.

0_1629effcfca1b36911f5271de0d18da3_250149.jpg.png

Imagens da Caverna de Lascaux, patrimônio da UNESCO.

 

    A gente continua fazendo isso ainda hoje. É quase como um instinto primitivo: nós desejamos

registrar a nossa existência e fazemos isso usando a arte.

[10]    Mesmo com a preocupação com o caçar e o sobreviver, há milhares de anos os seres humanos

já dedicavam o seu tempo em criar arte como se não fosse algo opcional ou só por diversão, mas sim

como se fosse algo fundamental e necessário.

    Isso não mudou até hoje.

    O ser humano é a única criatura capaz de criar e com necessidade de criar, e usamos isso como

[15] forma de nos reconhecermos como humanos, nos expressarmos e darmos sentido à vida. Todas as

linguagens artísticas – música, poesia, dança, teatro, cinema, pintura, desenho, literatura, história em

quadrinhos, escultura, videogame, grafite, fotografia – são capazes de melhorar a forma como nos

relacionamos com outras pessoas e com o mundo, de nos tornar mais criativos, sensíveis e dinâmicos

para com a sociedade.

[20]    A pedagoga Daniela Coleto, em seu artigo "A importância da arte para a formação da criança",

lembra que, quando se é criança, as nossas manifestações artísticas são nosso meio de expressão mais

forte e prazeroso. Não há limites para o poder imaginativo: nossos desenhos podem mostrar árvores

azuis, cachorros cor de rosa... Há completa liberdade de expressão para ideias e sentimentos, o que

melhora a escuta, a observação e a comunicação.

[25]    Quando a gente cresce, desenvolve-se em nós a noção do nosso papel no mundo. A arte contribui

então para que desenvolvamos mais empatia, que é a capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de

e tentar entender o que aquela pessoa sente. Isso acontece quando assistimos a um filme e nos

emocionamos com as histórias, problemas e conquistas das personagens; quando ouvimos uma música

e sentimos uma maré de sensações com o que a melodia e a letra nos transmitem. Essas emoções mudam

[30] a nossa perspectiva e percepção de mundo e nos fazem enxergar a mesma coisa por vários ângulos

diferentes, facilitando a nossa compreensão e clareza dos fatos da vida. Ou seja: em nosso cotidiano, a

arte contribui para nos tornar mais humanos.

    Segundo a arteterapeuta Angela Philippini, além de podermos consumir a arte de outras pessoas,

criar arte com as próprias mãos é um meio de expressão extremamente poderoso. Isso nos permite

[35] utilizar diferentes formas de expressão – pintura, desenho, modelagem – como ferramentas para

alcançar níveis profundos do inconsciente, trazendo lembranças e memórias para o consciente e, com

isso, ajuda a expandir e transformar nosso conhecimento sobre nós mesmos. A depender da situação,

pode nos auxiliar a “colocar pra fora” sentimentos e emoções a fim de aliviar uma dor. Pode também

trazer relaxamento, distração, entretenimento, ou mesmo aumentar concentração e foco.

[40]    Além disso, consumir a arte de alguém ou produzir a própria arte é estar presente e atento à

troca de sentimentos e sensações humanas. Inclusive, para o filósofo e pedagogo John Dewey, arte não

é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra. Ele considera que a arte

faz parte do próprio processo de viver, porque estamos a todo momento interagindo com o mundo.

Dessa forma, a arte seria uma experiência de troca consciente entre o organismo que somos nós e o

[45] ambiente em que estamos inseridos. Essa troca acontece por meio dos nossos sentidos – nossa visão,

audição, olfato, tato, paladar – e também na forma como essa experiência nos toca, como a percebemos

e o que ela causa em nós.

    Tudo isso é arte.

    E a arte, como manifestação de nossa humanidade, só acontece por conta dos altos e baixos e da

[50] nossa vida, com os momentos de desequilíbrio ou desordem e depois com os momentos de satisfação e

equilíbrio. A gente transita entre esses dois extremos buscando soluções para alcançar estabilidade e,

depois, novamente enfrentamos conflitos e problemas que nos levam à desordem. Se houvesse um

mundo onde só existisse equilíbrio ou só desequilíbrio, a arte não existiria, pois ela nasce da tensão

entre esses dois elementos. E essa experiência pode ser compartilhada com o outro. Com isso, a arte dá

[55] voz e gera conexão entre as pessoas. Mesmo entre pessoas com visões de mundo diferentes, a arte

consegue criar união quando se compartilha uma mesma emoção: ela nos ensina sobre a pluralidade

do mundo e nos encoraja a valorizar a criatividade e o diálogo.

    A arte também nos faz questionar, nos trazendo dúvidas e exercitando o nosso pensamento e a

nossa consciência crítica. Faz a gente refletir, pensar e criar posicionamentos a respeito de ideias,

[60] valores e situações, nos transformando em pessoas mais inteligentes e assertivas. Sem a arte a nossa vida

perderia parte do sentido ou até o sentido inteiro, já que a gente não consegue nem ao menos imaginar

essa possibilidade de forma hipotética para calcular a falta que ela faria.

    Somos seres criadores por natureza; à nossa maneira somos artistas da nossa própria vida. E não

importa de que forma você consome, experimenta ou faz arte. Ela está na sua vida o tempo todo, de mil

[65] maneiras diferentes.

    Agora pare e pense: como a arte tem influenciado e transformado a sua vida?

Fonte: Como a arte influencia a sua vida (9’57”). Vídeo do YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IHm6SHaBiP0 (transcrição livre e adaptada).

Considere a seguinte afirmação: “...[para o filósofo e pedagogo John Dewey], arte não é a obra ou o objeto em si, mas sim a interação que flui entre a pessoa e a obra” (linhas 41 e 42).

 

Assinale a alternativa que pode substituir o período em negrito sem causar alteração do valor semântico-discursivo nem desvio da norma padrão da língua.

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