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Questões de EFAF Arte - Música

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Questão 9 10532395
Fácil

OBJETIVO 9º Ano - Português 2019
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Música
  • Artistas e Obras Elementos, Formas de Manifestação e Contextos

Texto para a questão.

 

Texto - MÚSICA NO TÁXI

 

    Prazeres do cotidiano. Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar para o seu destino (manda, não, pede por favor) e resigna-se a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão por todo o percurso. É a fatalidade da vida, quando se tem pressa.

    Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os acordes melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.

    Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor. Cumpre agradecer a fineza:

    – Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar aos passageiros, oferecendo-lhes música e não barulho e crimes.

    – Não tem de quê. O senhor também aprecia?
    – O quê?
    – Strauss. É um dos meus prediletos.
    – Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
    – Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor também gostava ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.

    – E já lhe aconteceu desligar?

    – Ih, tantas vezes. Fico observando a fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados, disfarçam, não dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço.

    O senhor já pensou: chamar Tchaikovsky de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de executivo. Disse que precisava se concentrar, por causa de um negócio importante, e Tchaikovsky perturbava a concentração.

    – Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.

    – Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cúmulo da falta de respeito.
    – Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
    Olhou-me admirado:
    – Como é que o senhor viu?
    – Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é?
    Virou-se com tristeza na voz:

    – Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é só a gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas melhorarem este ano...

    – Melhoram. As coisas têm de melhorar – achei do meu dever confortá-lo.
    – Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra encantar a alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.

    – Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete – quem sabe?, talvez até seja o mesmo que lhe pertenceu – será uma festa.

    – Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar razoavelmente. Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra estudar nem meia hora por dia.

    – O importante é gostar de música, tem amor e devoção por música, e está-se vendo que o senhor tem de sobra.

    – Lá isso tá certo.
    – Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma orquestra comum. Ninguém precisa ser grande em nada, desde que cultive alguma coisa bonita na vida.

    Seu rosto iluminou-se.

    – Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos tais que arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter vaidade? Mas um sonho esquisito, sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando... Bobagem, o senhor desculpe. Agora a sua palavra deixou tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é preciso que gostem de mim, nem que ela goste de mim. Obrigado ao senhor.

    Olhei o taxímetro, tirei a carteira.
    – Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!

(Carlos Drummond de Andrade. Boca de luar. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 69-71.)

No trecho “O senhor já pensou: chamar Tchaikovsky de ‘esse troço’?”, a observação feita por um passageiro provocou no motorista

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Questão 5 10532309
Fácil

OBJETIVO 9º Ano - Português 2019
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Música
  • Artistas e Obras Elementos, Formas de Manifestação e Contextos

Texto para a questão.

 

Texto - MÚSICA NO TÁXI

 

    Prazeres do cotidiano. Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar para o seu destino (manda, não, pede por favor) e resigna-se a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão por todo o percurso. É a fatalidade da vida, quando se tem pressa.

    Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os acordes melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.

    Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor. Cumpre agradecer a fineza:

    – Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar aos passageiros, oferecendo-lhes música e não barulho e crimes.

    – Não tem de quê. O senhor também aprecia?
    – O quê?
    – Strauss. É um dos meus prediletos.
    – Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
    – Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor também gostava ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.

    – E já lhe aconteceu desligar?

    – Ih, tantas vezes. Fico observando a fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados, disfarçam, não dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço.

    O senhor já pensou: chamar Tchaikovsky de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de executivo. Disse que precisava se concentrar, por causa de um negócio importante, e Tchaikovsky perturbava a concentração.

    – Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.

    – Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cúmulo da falta de respeito.
    – Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
    Olhou-me admirado:
    – Como é que o senhor viu?
    – Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é?
    Virou-se com tristeza na voz:

    – Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é só a gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas melhorarem este ano...

    – Melhoram. As coisas têm de melhorar – achei do meu dever confortá-lo.
    – Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra encantar a alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.

    – Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete – quem sabe?, talvez até seja o mesmo que lhe pertenceu – será uma festa.

    – Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar razoavelmente. Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra estudar nem meia hora por dia.

    – O importante é gostar de música, tem amor e devoção por música, e está-se vendo que o senhor tem de sobra.

    – Lá isso tá certo.
    – Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma orquestra comum. Ninguém precisa ser grande em nada, desde que cultive alguma coisa bonita na vida.

    Seu rosto iluminou-se.

    – Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos tais que arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter vaidade? Mas um sonho esquisito, sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando... Bobagem, o senhor desculpe. Agora a sua palavra deixou tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é preciso que gostem de mim, nem que ela goste de mim. Obrigado ao senhor.

    Olhei o taxímetro, tirei a carteira.
    – Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!

(Carlos Drummond de Andrade. Boca de luar. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 69-71.)

“... e os acordes melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.”

 

A palavra em destaque no trecho acima significa

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Questão 3 10532202
Fácil

OBJETIVO 9º Ano - Português 2019
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Música
  • Artistas e Obras Elementos, Formas de Manifestação e Contextos

Texto para a questão.

 

Texto - MÚSICA NO TÁXI

 

    Prazeres do cotidiano. Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar para o seu destino (manda, não, pede por favor) e resigna-se a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão por todo o percurso. É a fatalidade da vida, quando se tem pressa.

    Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os acordes melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.

    Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor. Cumpre agradecer a fineza:

    – Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar aos passageiros, oferecendo-lhes música e não barulho e crimes.

    – Não tem de quê. O senhor também aprecia?
    – O quê?
    – Strauss. É um dos meus prediletos.
    – Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
    – Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor também gostava ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.

    – E já lhe aconteceu desligar?

    – Ih, tantas vezes. Fico observando a fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados, disfarçam, não dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço.

    O senhor já pensou: chamar Tchaikovsky de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de executivo. Disse que precisava se concentrar, por causa de um negócio importante, e Tchaikovsky perturbava a concentração.

    – Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.

    – Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cúmulo da falta de respeito.
    – Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
    Olhou-me admirado:
    – Como é que o senhor viu?
    – Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é?
    Virou-se com tristeza na voz:

    – Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é só a gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas melhorarem este ano...

    – Melhoram. As coisas têm de melhorar – achei do meu dever confortá-lo.
    – Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra encantar a alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.

    – Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete – quem sabe?, talvez até seja o mesmo que lhe pertenceu – será uma festa.

    – Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar razoavelmente. Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra estudar nem meia hora por dia.

    – O importante é gostar de música, tem amor e devoção por música, e está-se vendo que o senhor tem de sobra.

    – Lá isso tá certo.
    – Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma orquestra comum. Ninguém precisa ser grande em nada, desde que cultive alguma coisa bonita na vida.

    Seu rosto iluminou-se.

    – Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos tais que arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter vaidade? Mas um sonho esquisito, sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando... Bobagem, o senhor desculpe. Agora a sua palavra deixou tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é preciso que gostem de mim, nem que ela goste de mim. Obrigado ao senhor.

    Olhei o taxímetro, tirei a carteira.
    – Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!

(Carlos Drummond de Andrade. Boca de luar. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 69-71.)

Em “Quando menos se espera...”, sem alteração de sentido, o conectivo em destaque pode ser substituído por

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Questão 13 10439614
Fácil

CMB 1º Ano - Matemática 2019
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Música
  • Contextos e práticas
  • Práticas musicais Processos criativos

No último dia dos Jogos da Amizade, acontece o evento artístico-cultural ZumZaravoice, no Teatro Acadêmico da AMAN, com apresentações de alunos dos 13 Colégios Militares participantes e da Banda do Sistema Colégio Militar do Brasil. Para sua apresentação no evento, quatro amigas do CMB — A, B, C e D — ensaiaram suas músicas em trios, com uma das garotas sempre observando o ensaio das demais. A amiga A ensaiou sete músicas, mais do que qualquer outra amiga, e a amiga D ensaiou quatro músicas, menos do que qualquer outra amiga.

 

Quantas músicas esses trios ensaiaram para o ZumZaravoice?

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Questão 11 10376301
Fácil

OBI 1° Ano - Nível 2 2019
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Música
  • Elementos, Formas de Manifestação e Contextos Tipos de Instrumentos Musicais

Amigos da banda

 

Cinco amigos músicos: Ana, Chico, Diva, Eva e Luiz, resolveram gravar uma música para divulgar na Internet. Cada amigo vai tocar um dos seguintes instrumentos: Bateria, Flauta, Guitarra, Piano e Viola. Algumas restrições devem ser obedecidas para definir qual instrumento cada amigo vai tocar:


    • Ana só toca Flauta ou Viola.
    • Diva toca somente Guitarra ou Flauta.
    • Eva não toca Guitarra.
    • Luiz toca qualquer instrumento, mas se Chico tocar Bateria, Luiz vai tocar Flauta.

Se Luiz tocar Viola, quem vai tocar Bateria?

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Questão 9 10376256
Fácil

OBI 1° Ano - Nível 2 2019
  • EFAF Arte
  • Sugira
  • Música
  • Elementos, Formas de Manifestação e Contextos Tipos de Instrumentos Musicais

Amigos da banda

 

Cinco amigos músicos: Ana, Chico, Diva, Eva e Luiz, resolveram gravar uma música para divulgar na Internet. Cada amigo vai tocar um dos seguintes instrumentos: Bateria, Flauta, Guitarra, Piano e Viola. Algumas restrições devem ser obedecidas para definir qual instrumento cada amigo vai tocar:


    • Ana só toca Flauta ou Viola.
    • Diva toca somente Guitarra ou Flauta.
    • Eva não toca Guitarra.
    • Luiz toca qualquer instrumento, mas se Chico tocar Bateria, Luiz vai tocar Flauta.

Se Luiz tocar Bateria, então qual das alternativas abaixo são instrumentos que Diva pode escolher para tocar?

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