Questões de EFAF Arte
451 Questões
Questão
14 10433015
Fácil
COLÉGIO SÓLIDO* 7º ANO 2015
Texto
PAI SEM TERNO E SEM GRAVATA
Ia fazer um ano que papai estava desempregado quando tia Gina, irmã mais velha de mamãe, veio nos visitar. Muito gorda e brincalhona, tia Gina parecia um raio de sol entrando na nossa casa.
- Santo Deus, morreu alguém por aqui? Já marcaram a missa de sétimo dia?
Ela foi chegando e brincando. Fez a maior festa comigo. Falou que eu estava ficando mocinha. Chamou o Nando de “meu sobrinho gatão” e o papai de “coroa enxuto”. Contou piadas engraçadas. Trouxe presentes para todos nós.
Tia Gina é solteira e mora no Rio de Janeiro. Todo ano ela passa alguns dias com a gente. Ninguém consegue ficar triste perto dela. Foi tão bom ouvir de novo o riso do papai!
- Otávio, esquece esse negócio de procurar emprego. Parte para outra, homem de Deus – ela disse. E continuou: - Você é tão habilidoso para trabalhos manuais... Por que não se inscreve na feira de artesanato? Há centenas de médicos, advogados e engenheiros vivendo disso.
- Mas fazer o quê, Georgina? - papai perguntou.
- Coisas de madeira. Você não adorava bancar o marceneiro de fim de semana? Pois faça isso todos os dias.
Ela disse que ele devia fazer porta - joias cabideiros, porta-retratos, cestos de lixo e outros pequenos objetos.
- E você, Vera? Também é habilidosa. Por que não faz bonecas de pano? Ou almofadas? Olhe, eu posso conseguir uns moldes lindos com uma amiga. O que acha disso?
Papai e mamãe, na hora, não ficaram muito entusiasmados com a ideia. Mas tia Gina não voltou para o Rio antes de ir com eles fazer a inscrição na feira de artesanato. Depois de alguns dias, ela mandou os moldes e mais ideias.

Já faz seis meses que tia Gina veio visitar a gente. Hoje é domingo, dia de feira. Papai e mamãe levantaram bem cedinho e já foram para a praça. O Ricardo foi junto. Enquanto papai atende os fregueses, ele e mamãe cuidam dos embrulhos. O Nando ajuda o papai na fabricação aqui em casa, mas quase não tem tempo. Ele não passou no vestibular. Agora trabalha o dia todo no escritório de um amigo nosso e faz o cursinho à noite.
Eu não fui à feira porque estou gripada. Também ajudo no que posso. O que mais gosto é de pintar as carinhas das bonecas de pano que mamãe faz. Principalmente dos palhacinhos. Eu pinto carinhas de todo tipo. Alegres, tristes ou espantadas. É superlegal!
Agora estou deitada na minha cama, debaixo de um bom cobertor bem quentinho. Como não estou fazendo nada, fico olhando para o teto e lembrando uma porção de coisas. Lembrando, por exemplo, a cara alegre do papai, quando saiu de manhã. Ele não usa mais terno e gravata. Veste jeans, tênis e camiseta. E vive dizendo:
- Te cuida mulher. O coroa aqui tá um garotão!
A mamãe ri. Olha para ele toda feliz e os dois saem de mãos dadas.
Nossa! Já ia esquecendo. Tenho de ligar para a mãe do Demerval e encomendar os doces do meu aniversário...
AGOSTINHO, Cristina. Pai sem terno e sem gravata. 8 ed. São Paulo: Moderna, 1993.p.42-4
De que ponto de vista os acontecimentos são narrados?
Questão
28 10430966
Fácil
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ANO 2015
Heitor Villa-Lobos seguiu simultaneamente carreiras de sucesso como violoncelista, maestro, educador e compositor. Tinha um entusiasmo incomum pela juventude brasileira, a quem ele desejava abrir o caminho do mundo da arte. Todavia ele aprendera música sozinho.
É um verdadeiro marco na vida do grande compositor brasileiro, Heitor Villa-Lobos, completou 18 anos em 1905.

Em que ano Villa-Lobos nasceu? Marque com um X a opção CORRETA.
Questão
6 10192583
Fácil
IFPE Subsequente 2015
TEXTO

JUNIÃO. Disponível em: http://www.juniao.com.br/aranha-fecha-o-gol-novamente-contra-o-gremio/.
Acesso em: 01out.2014.
A charge é um gênero de opinião, de cunho crítico e humorístico.
Sobre o texto que também trata do caso Aranha, pode-se afirmar que:
Questão
14 10741930
Fácil
COLTEC 2014
Analise esta imagem:

A partir dessa imagem, pode-se inferir que ocorre nela um/uma
Questão
18 10737942
Fácil
CMR 6º Ano - Português 2014
Leia o texto seguinte para responder.
Texto
Etiqueta: o que fazer e o que não fazer com seu celular em situações sociais

"Santa Ceia", 2013. Ilustração feita por Allan Sieber especialmente para discutir os excessos do celular Disponível em http://redeglobo.globo.com/globociencia. Acesso em 24 out 14.
Na imagem, os sentimentos do homem ao centro ante a situação que se desenrola ao seu redor são demonstrados principalmente pelo(a)
Questão
17 10737332
Fácil
CMBH 6° Ano - Português 2014
TEXTO
Glória
— Meu filho é artista de televisão, contando o senhor não acredita. Eu mesmo às vezes penso que é
ilusão. Com oito anos, imagine. Estava brincando na pracinha lá da vila quando passaram uns homens e
olharam muito pra ele. Meu filho, não é pra me gabar, mas é uma lindeza de Menino-Jesus, aí um dos
homens falou assim pra ele: Quer fazer um teste, ó garoto? O que é teste? ele respondeu. Aí o homem
[5] explicou, não sei bem qual é a explicação, levaram ele pra um edifício na cidade, tiraram um bocado de
retratos dele, depois falaram assim: Você foi aprovado. Aí ele se espantou: Mas eu não fiz exame, que
troço é esse? Não é nada de exame não, eles responderam, você foi aprovado pra fazer um comercial, tá
bem? Ele neca de saber o que é um comercial, nem eu, mas agora eu fiquei sabendo, é uma coisa à toa, a
pessoa nem precisa falar, fica só fazendo uma coisa, comendo doce de leite, devagarinho, com uma
[10] carinha alegre, quando acaba passa a língua nos beiços, assim, olha, e pisca o olho, ele é tão engraçado,
antes de acabar de comer ele já estava fazendo isso, um negócio. Aí mandaram ele de volta pra casa, não,
antes falaram assim pra ele: Manda seu pai aqui na agência receber o cachet. Ele ficou espantado, falou
assim: Que troço é esse? Eles responderam: É Tutu. Aí ele baixou a cabeça e respondeu baixinho: Eu não
tenho pai. E mãe você tem? Ele respondeu que mãe ele tinha, e levantou a cabeça. Então manda ela aqui,
[15] mas o garoto é esperto, deu uma de sabido: Eu mesmo não posso receber? Se fui eu que fiz tudo sozinho.
Não, você não pode, tem que ser sua mãe, diz a ela que venha das 2 às 4, trazendo carteira de identidade.
Bonito, e eu que nunca tive carteira, já pelejei pra tirar uma, dei duro, pedi pro compadre Julião me
quebrar esse galho, compadre explicou que carece antes tirar certidão de nascimento, essa é muito boa,
então a gente tem que provar que nasceu, eu não estou viva com a graça de Deus e forte e trabalhando? O
[20] pior é que nem sei se fui registrada lá em Pilão dos Palmares, chão do meu nascimento, não tenho parentes
neste mundo, só tenho no outro, e nem a poder de oração consegui até hoje tirar o papel da tal certidão,
afinal eu falei assim pro compadre: Deixa para lá, sem carteira vivi até hoje, sem ela vou viver até Nosso
Senhor me fechar os olhos. Vou lá na agência assim mesmo. Larguei meu serviço. Fui. Tinha um mundão
de gente, eu não sabia quem é que podia me atender, andei rodando de uma sala pra outra, até que afinal
[25] um cara de bigodão, atrás da parede de vidro com um óculo no meio, falou assim: É comigo, trouxe a
carteira? Eu expliquei que carteira eu não tinha, mas sou lavadeira muito acreditada na Zona Norte, muitas
madamas da Rua Conde de Bonfim podem atestar que eu sou eu mesma e mãe de meu filho, há 25 anos
que trabalho de lavar roupa. Ele abanou a cabeça, falou assim: Nada feito, não tenho ordem de pagar sem
identidade. Mas o meu filho trabalhou, moço, eles ficaram satisfeitos com o trabalho dele, tanto que
[30] prometeram pagar um tal de cachet, como é que pra pagar a ele é preciso a carteira de outra pessoa, o
senhor acha isso direito? Ele não respondeu nada, tornou a abanar a cabeça e eu fiquei matutando: O que
tu vai fazer pra sair dessa, Clementina da Anunciação? E comecei a chorar. Aí eles me viram chorando,
ficaram com pena de mim, um barbudo que passava disse pro bigodão: Paga ela, Reginaldo. O bigodão
resmungou: Tá legal, e me deu um papel passado em três folhas iguais, pra eu assinar nelas todas. Aí eu
[35] disse: O senhor me desculpe, mas eu não sei escrever, a cabeça não dá. Então nada feito outra vez, o
bigodão respondeu. Aí eu não tinha mais vontade de chorar e disse assim pra ele: Escuta aqui, moço,
quanto é que meu filho tem pra receber? Ele respondeu: 50 cruzeiros. Ah, é isso? respondi. Pode ficar pra
agência. Perdi meu dia de trabalho, gastei trem, gastei ônibus, andei a pé nesse solão, não vou me chatear
por causa dessa micharia. Um cara que estava escutando falou assim: A senhora vai jogar fora esses 50
[40] mangos? E daí? respondi pra ele. Meu filho vale muito mais, a gente não fica mais pobre por causa disso,
ele agora é artista, amanhã, se Deus e a Virgem Maria ajudar, vai ganhar milhões. Nem precisa ganhar, só
o orgulho que eu sinto por ele ter passado no teste! Saí de lá com esse orgulho bonito no coração, meu
filho é artista, meu filho é artista, ia repetindo sozinha, na rua me olhavam admirados, mas eu nem dei
bola, fui pra casa e ligo a televisão o dia inteiro, trabalho vendo ela, até chegar a hora de meu filho
[45] aparecer no comercial comendo doce de leite. Pobre tem televisão, na vila todos têm, vai ser um estouro
quando meu boneco aparecer e piscar o olho, então isso não vale mais que 50, que 500, ou cinco mil
cruzeiros, ou todos os cruzeiros do mundo?
E seu rosto enrugado cintilava de glória.
DRUMMOND, Carlos. In: De notícias & não-notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1975.
Releia “O senhor me desculpe, mas eu não sei escrever, a cabeça não dá” (ℓ. 35).
O sentido atribuído ao trecho destacado pelo contexto é: