Questões de EFAF Arte - Artes Integradas
169 Questões
Questão
8 10777028
Difícil
COLUNI/UFV 1° Dia 2019
A chegada do famoso poeta Pablo Neruda, na Itália, movimenta a cidade de Roma e a pequena ilha onde viverá exilado. Um dos personagens que mais sofrerá transformação em sua vida pela presença do poeta na ilha é o carteiro Mário, que se tornará amigo íntimo de Neruda. De acordo com o filme, considere as seguintes afirmações:
I. O contato com a poesia e com o poeta chileno possibilitou ao carteiro Mário um despertar de sua consciência crítica sobre a realidade social que o cercava.
II. Por ser de origem humilde, a poesia somente foi acessível a Mário porque o poeta Pablo Neruda ajudava-o a decifrar os significados das metáforas.
III. O despertar para a poesia possibilitou ao carteiro Mário perceber, de formas diferentes, elementos cotidianos de sua vida.
IV. O carteiro Mário torna-se poeta, porque considera que metáforas são construções linguísticas simples.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Questão
8 10738724
Difícil
IFCE* 1º Ano 2019/1

Disponível em: https://capricho.abril.com.br/vida-real/15-contas-no-instagram-que-cuidam-com-carinho-da-sua-saude-mental/, acesso em 24 de outubro de 2018.
Pela análise da imagem exposta na conta do artista carioca Daniel Duarte (@sigaosbaloes), podemos constatar que
Questão
11 10627473
Difícil
COTIL 1° Ano 2019
Texto para a questão:
Street art são intervenções urbanas artísticas com temáticas que contornam desde política até religião, passando por problemas sociais etc. Essa arte pode ser feita por meio de pinturas, esculturas ou instalações. Seja de que forma for, a arte urbana é uma arte marginal e não está atrelada a nenhum padrão estético. Sendo assim, considera-se que ela seja livre, sendo a expressão máxima da sociedade e do ser cidadão.
No Brasil e no mundo, a arte de rua tem estado presente nas maiores e mais importantes cidades, geralmente em muros ou paredes de grande escala. Essa arte - além de embelezar a cidade de um jeito econômico e muito original, fazendo cada cidade ser única e ter seu próprio estilo - também faz o papel da denúncia e do protesto. E há também uma outra importante característica: o papel da inclusão social. Vários artistas do estilo promovem a arte por meio de suas intervenções, estimulando a criatividade em jovens e crianças de partes mais remotas da cidade. Muitas comunidades mais pobres são convidadas a se juntarem aos artistas para transmitirem uma ideia, um conceito ou uma mensagem política, ou apenas para criar arte e beleza.
Com cerca de 20.000 anos de evolução cultural por trás disso, o grafite, a pichação ou street urban art ainda são arte e nada parece capaz de deter a sua popularidade fenomenal. A ideia simples de desenhar em uma parede tornou-se algo verdadeiramente extraordinário em um mundo cada vez mais emparedado e murado. Percorremos um longo caminho desde as pinturas nas cavernas. Era inevitável que o roteiro fosse substituído por imagens e estas se destacassem com contrastes excepcionais. O advento do grafite ilustrado foi, sem dúvida, responsável pelo impulso maior de seguidores entre a população em geral. Como o estilo da escrita é quase completamente ilegível para o olho destreinado, fotos em grafite permitem uma mensagem mais clara, mais pungente.
Em março de 2009, o governo brasileiro aprovou a lei 706/07, que descriminaliza a arte de rua, e sua legalização também é realizada pelo consentimento dos proprietários de muros e fachadas grafitadas. Isso se torna um reflexo da paisagem evoluindo em arte nas ruas brasileiras.
(Adaptado de BORGES, Rejane. O Movimento de Arte Urbana (Street Art) no Brasil. OBVIOUS. Caderno Artes e Ideias. Disponível em http://obviousmag.org/archives/2014/03/o_movimento_de_arte_urbana_street_art_no_brasil.html. Acessado em 11/08/2018.)

(Disponível em https://www.revistaforum.com.br. Acessado em 11/08/18.)
Sobre a imagem acima, só não se pode dizer que:
Questão
19 10596274
Difícil
FAETEC 2019
A infinita fiadeira
A aranha, aquela aranha, era tão única: não parava de fazer teias! Fazia-as de todos os tamanhos e formas. Havia, contudo, um senão: ela fazia-as, mas não lhes dava utilidade. O bicho repaginava o mundo. Contudo, sempre inacabava as suas obras. Ao fio e ao cabo, ela já amealhava uma porção de teias que só ganhavam senso no rebrilho das manhãs.
E dia e noite: dos seus palpos primavam obras, com belezas de cachimbo gotejando, rendas e rendilhados. Tudo sem fim nem finalidade. Todo o bom aracnídeo sabe que a teia cumpre as fatais funções: lençol de núpcias,
armadilha de caçador. Todos sabem, menos a nossa aranhinha, em suas distraiçoeiras funções.
Para a mãe aranha aquilo não passava de mau senso. Para quê tanto labor se depois não se dava a indevida aplicação? Mas a jovem aranhiça não fazia ouvidos. E alfaiatava, alfinetava, cegava os nós. Tecia e retecia o fio, entrelaçava e reentrelaçava mais e mais teia. Sem nunca fazer morada em nenhuma. Recusava a utilitária vocação da sua espécie.
— Não faço telas por instinto.
— Então, faz porquê”?
— Faço por arte.
A filha saiu pelo mundo em ofício de infinita teceloa. E em cantos e recantos deixava a sua marca, o engenho da sua seda. Os pais, após a concertação, a mandaram chamar. Em choro múltiplo, a mãe limpou as lágrimas dos muitos olhos enquanto disse:
— Estamos recebendo queixas do aranhal.
— O que é que dizem?
— Dizem que isso só pode ser doença apanhada de outras criaturas.
Até que decidiram: a jovem aranha tinha que ser reconduzida aos seus mandos genéticos. Aquele deva- neio seria causado por falta de namorado.
E aconteceu. Contudo, ao invés de devorar o singelo namorador, a aranha namorou e ficou enamorada. Os dois deram-se os apêndices e dançaram ao som de uma brisa que fazia vibrar a teia. Ou seria a teia que fabricava a brisa?
A aranhiça levou o namorado a visitar a sua colecção de teias, ele que escolhesse uma, ficaria como prova de seu amor.
A familia desiludida consultou o Deus dos bichos, para reclamar da fabricação daquele espécime. Uma aranha assim, com mania de gente” Na sua alta teia, o Deus dos bichos quis saber o que poderia fazer. Pediram que ela transitasse para humana. E assim sucedeu: num golpe divino, a aranha foi convertida em pessoa. Quando ela, já transfigurada, se apresentou no mundo dos humanos logo lhe exigiram a imediata identificação. Quem era, o que fazia?
— Faço arte.
— Arte?
E os humanos se entreolharam, intrigados. Desconheciam o que fosse arte. Em que consistia? Até que um, mais-velho, se lembrou. Que houvera tempos, em tempos de que já se perdeu memória, em que alguns se ocupavam de tais improdutivos afazeres. Felizmente, isso tinha acabado, e os poucos que teimavam em criar esses pou- co rentáveis produtos — chamados obras de arte — tinham sido geneticamente transmutados em bichos. Não se lembravam bem em que bichos. Aranhas, ao que parece. Mia Couto
(In: O fio das missangas, publicado pela Ed. Companhia das Letras)
O comentário final do narrador sugere uma narrativa que se organiza de modo:
Questão
12 10596052
Difícil
FAETEC 2019
A infinita fiadeira
A aranha, aquela aranha, era tão única: não parava de fazer teias! Fazia-as de todos os tamanhos e formas. Havia, contudo, um senão: ela fazia-as, mas não lhes dava utilidade. O bicho repaginava o mundo. Contudo, sempre inacabava as suas obras. Ao fio e ao cabo, ela já amealhava uma porção de teias que só ganhavam senso no rebrilho das manhãs.
E dia e noite: dos seus palpos primavam obras, com belezas de cachimbo gotejando, rendas e rendilhados. Tudo sem fim nem finalidade. Todo o bom aracnídeo sabe que a teia cumpre as fatais funções: lençol de núpcias,
armadilha de caçador. Todos sabem, menos a nossa aranhinha, em suas distraiçoeiras funções.
Para a mãe aranha aquilo não passava de mau senso. Para quê tanto labor se depois não se dava a indevida aplicação? Mas a jovem aranhiça não fazia ouvidos. E alfaiatava, alfinetava, cegava os nós. Tecia e retecia o fio, entrelaçava e reentrelaçava mais e mais teia. Sem nunca fazer morada em nenhuma. Recusava a utilitária vocação da sua espécie.
— Não faço telas por instinto.
— Então, faz porquê”?
— Faço por arte.
A filha saiu pelo mundo em ofício de infinita teceloa. E em cantos e recantos deixava a sua marca, o engenho da sua seda. Os pais, após a concertação, a mandaram chamar. Em choro múltiplo, a mãe limpou as lágrimas dos muitos olhos enquanto disse:
— Estamos recebendo queixas do aranhal.
— O que é que dizem?
— Dizem que isso só pode ser doença apanhada de outras criaturas.
Até que decidiram: a jovem aranha tinha que ser reconduzida aos seus mandos genéticos. Aquele deva- neio seria causado por falta de namorado.
E aconteceu. Contudo, ao invés de devorar o singelo namorador, a aranha namorou e ficou enamorada. Os dois deram-se os apêndices e dançaram ao som de uma brisa que fazia vibrar a teia. Ou seria a teia que fabricava a brisa?
A aranhiça levou o namorado a visitar a sua colecção de teias, ele que escolhesse uma, ficaria como prova de seu amor.
A familia desiludida consultou o Deus dos bichos, para reclamar da fabricação daquele espécime. Uma aranha assim, com mania de gente” Na sua alta teia, o Deus dos bichos quis saber o que poderia fazer. Pediram que ela transitasse para humana. E assim sucedeu: num golpe divino, a aranha foi convertida em pessoa. Quando ela, já transfigurada, se apresentou no mundo dos humanos logo lhe exigiram a imediata identificação. Quem era, o que fazia?
— Faço arte.
— Arte?
E os humanos se entreolharam, intrigados. Desconheciam o que fosse arte. Em que consistia? Até que um, mais-velho, se lembrou. Que houvera tempos, em tempos de que já se perdeu memória, em que alguns se ocupavam de tais improdutivos afazeres. Felizmente, isso tinha acabado, e os poucos que teimavam em criar esses pou- co rentáveis produtos — chamados obras de arte — tinham sido geneticamente transmutados em bichos. Não se lembravam bem em que bichos. Aranhas, ao que parece. Mia Couto
(In: O fio das missangas, publicado pela Ed. Companhia das Letras)
A palavra “fatais” (2º parágrafo) sugere a seguinte característica a respeito das teias:
Questão
6 11507274
Difícil
IFNMG Integrado 2018
Leia o texto:
Arte que ajuda a tratar a depressão
Jovens encontram na expressão artística uma maneira de superar a doença
Rodrigo Barreto
Durante a adolescência, o estudante Bernardo Moreira sofria bullying na escola por ser baixo e magro. Por volta
dos 15 e 16 anos, enfrentou a crise mais aguda. A depressão fazia parte da vida de Bernardo. O estudante não
é exceção no que se refere a esse quadro. De acordo com pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS),
realizada em fevereiro de 2017, o Brasil é o país com o maior número de pessoas depressivas da América Latina.
[5] Em Brasília, jovens enfrentam e superam a depressão por meio da arte.
A adolescência foi um período de muita dor e sofrimento para Bernardo. Ele costuma dizer que a fotografia o
encontrou. Hoje, aos 20 anos, o artista publicou um livro, fez oito exposições pelo Brasil, além de ministrar cursos
e workshops por várias cidades do país. Por meio da arte, Bernardo encontrou uma nova percepção do mundo ao
redor. [...]
[10] Karina Santiago começou o tratamento para a depressão em julho de 2016. Em novembro do mesmo ano,
começou com as produções artísticas. Hoje, ela se dedica aos desenhos como forma de ajuda no tratamento da
doença. “A arte não cura a depressão, é só um meio. As pessoas precisam pedir ajuda”, ressalta. Os dias eram
longos e Karina não tinha vontade de sair do quarto. A dor e o sofrimento se tornaram as companhias da artista.
Apesar disso, criou forças e encontrou saída.
[15] Após a execução de autorretratos, a artista plástica iniciou a representação dos momentos de crise por meio de
desenhos. “A ajuda profissional me coloca em um estado melhor e a arte me deixa 100%”, atesta Karina. Especialistas
apontam que os estímulos psíquicos podem ser provocados por meio do contato com as manifestações artísticas.
A partir disso, o processo do tratamento é facilitado. Segundo o doutor em psicologia André Piccoli, a arte não é a
cura, entretanto, o contato com expressões artísticas torna melhor a fluidez do processo de tratamento.
[20] É fundamental o acompanhamento de profissionais da saúde para o tratamento da depressão. “A arte se
propõe a representar sentimentos. Nada melhor do que isso para que possamos nos compreender. O objetivo do
processo de tratamento, muitas vezes, não é a cura. Mas, sim, compreender o que impede o desenvolvimento do
paciente”, reforça a psicóloga Verena Bello. [...]
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2017/07/12/interna_diversao_arte,608766/arte-que-ajuda-a-tratar-a-depressao.shtml.
Acesso em: 6 set. 2017.
Vocabulário:
bullying: “Termo que compreende toda forma de agressão, intencional e repetida, sem motivo aparente, em que se
faz uso do poder ou força para intimidar ou perseguir alguém, que pode ficar traumatizado, com baixa autoestima ou
problemas de relacionamento” (Dicionário Aulete Digital).
workshop: curso intensivo de curta duração.
Analise as formas verbais presentes nos trechos a seguir e assinale a alternativa CORRETA:
I. “o estudante Bernardo Moreira sofria bullying na escola” (Linha 1);
II. “O estudante não é exceção” (Linhas 2-3);
III. “A adolescência foi um período de muita dor” (Linha 6);
IV. “Mas, sim, compreender” (Linha 22).