Questões de EFAF Arte - Artes Integradas
169 Questões
Questão
12 10695951
Difícil
CMB Língua Portuguesa 6º ano 2021
Após a leitura do Texto, responda à questão.
TEXTO

Disponível em:tirasarmandinho.tunblr.com. Acesso em 18 ago 21.
Da análise do comportamento e da expressão fisionômica de Armandinho na tirinha, conclui-se que "o menino do cabelo azul" mostra-se, no segundo quadrinho,
Questão
8 10672887
Difícil
CMB Língua Portuguesa 6º ano 2021
Após a leitura do Texto, responda a questão.
No clássico "Alice através do espelho", Lewis Carroll cria um mundo imaginário em que a personagem central, uma menina de 7 anos, atravessa, com sua gatinha Lily, o espelho da sala de estar de sua casa. Na casa do espelho, a menina se depara com um mundo onde a realidade está ao contrário: animais e flores falam e peças de xadrez ganham vida.
Texto 1
A casa do espelho
[1] Alice, no instante seguinte, atravessara o espelho e saltara com lepidez na sala da Casa do
Espelho. A primeira coisa que fez foi verificar se havia fogo na lareira, e ficou muito satisfeita ao
constatar que havia um fogo de verdade, crepitando tão alegremente quanto o que deixara para trás.
"Assim vou ficar tão aquecida aqui quanto estava lá na sala", pensou; "ou mais aquecida, porque aqui
não vai haver ninguém mandando que eu me afaste do fogo. Oh, como vai ser engraçado quando me
virem aqui, através do espelho, e não puderem me alcançar!"
Em seguida começou a olhar em volta e notou que o que podia ser visto da sala anterior era
bastante banal e desinteressante, mas todo o resto era tão diferente quanto possível. Por exemplo,
os quadros na parede perto da lareira pareciam todos vivos, e o próprio relógio sobre o console (você
[10] sabe que só pode ver o fundo dele no espelho) tinha o rosto de um velhinho, e sorria para ela.
"Esta sala não é tão arrumada como a outra", Alice pensou, ao notar várias peças do jogo de
xadrez caídas no chão entre as cinzas; mas no instante seguinte, com um pequeno "Oh!" de surpresa,
estava de gatinhas, observando-as. As peças do xadrez estavam andando, duas a duas!
"Aqui estão o Rei Vermelho e a Rainha Vermelha", Alice disse (num sussurro, com temor de
assustá-los), "e ali estão o Rei Branco e a Rainha Branca, sentados na borda da pá da lareira... e aqui
vão duas Torres, andando de braço dado.. Acho que não podem me escutar", continuou baixando mais
a cabeça, *e tenho quase certeza de que não podem me ver. Alguma coisa me diz que estou invisível.
Nessa altura algo começou a guinchar na mesa atrás de Alice e a fez virar a cabeça bem a tempo
de ver um dos Peões Brancos cair e começar a espernear. Observou-o, muito curiosa para saber o que
[20] iria acontecer em seguida.
É a voz da minha filha!" exclamou a Rainha Branca passando pelo Rei, com ímpeto e tão
apressada, que o derrubou entre as cinzas. "Minha preciosa Lily!" e começou a escalar com frenesi
um lado do guarda-fogo.
"Desatino imperial!" disse o Rei, esfregando o nariz, que machucara na queda. Tinha direito a
estar um bocadinho aborrecido com a Rainha, pois estava coberto de cinzas da cabeça aos pés.
Alice estava ansiosa por ser útil e, quando a gatinha Lily estava a ponto de ter um ataque de
tanto berrar, passou a mão na Rainha rapidamente e a depositou sobre a mesa junto de sua escandalosa
filhinha.
A Rainha se sentou, arquejante: a rápida viagem pelo ar lhe tirara o fôlego por completo e por
[30] um minuto ou dois nada pôde fazer senão abraçar a pequenina Lily em silêncio. Assim que recobrou
um pouquinho de alento, gritou para o Rei Branco, que estava sentado entre as cinzas, mal-humorado:
"Cuidado com o vulcão!"
"Que vulcão?" perguntou o Rei, olhando aflito para a lareira, como se julgasse aquele o lugar
mais provável para encontrar um.
"Ele... me...expeliu", arquejou a Rainha, que ainda estava um pouco sem ar. Trate de subir...
da maneira normal... não se deixe expelir!"
Alice observou o Rei Branco transpor lenta e laboriosamente obstáculo por obstáculo, até que
finalmente disse: "Ora, nesse ritmo você vai levar horas e horas para chegar em cima da mesa. Seria
melhor eu ajudá-lo, não é?" Mas o Rei não tomou conhecimento da pergunta: estava perfeitamente
[40] claro que não a podia ouvir nem ver.
Diante disso, Alice o apanhou com muita delicadeza e o ergueu muito mais lentamente do que
erguera a Rainha, tentando não lhe tirar o fôlego. Mas, antes de o pôr na mesa, pensou que não seria
má ideia dar-lhe uma espanadinha, tão coberto de cinzas estava.
Mais tarde, contou que nunca em toda sua vida vira uma cara como a que o Rei fez ao se ver
erguido e espanado no ar por uma mão invisível. Ele ficou espantado demais para gritar, mas seus
olhos e sua boca foram ficando cada vez maiores, e cada vez mais redondos, até que a mão de Alice
tremeu tanto com a gargalhada que ele quase caiu no chão.
Disponivel em: http/www.Alice por trás do Espelho. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
TEXTO 2
A caixa de brinquedos
Rubem Alves
[1] A ideia de que o corpo carrega duas caixas - uma caixa de ferramentas, na mão direita, e uma
caixa de brinquedos, na mão esquerda - apareceu enquanto eu me dedicava a mastigar, ruminar e
digerir Santo Agostinho.[...]
Santo Agostinho, resumindo o seu pensamento, disse que todas as coisas que existem se
dividem em duas ordens distintas. A ordem do "uti" (ele escrevia em latim) e a ordem do "frui". "Uti"
significa o que é útil, utilizável, utensílio. Usar uma coisa é utilizá-la para obter uma outra coisa.
"Frui" significa fruir, usufruir, desfrutar, amar uma coisa por causa dela mesma.
A ordem do "uti" é o lugar do poder. Todos os utensílios, ferramentas são inventados para
aumentar o poder do corpo. A ordem do "frui" é a ordem do amor - coisas que não são utilizadas,
[10] que não são ferramentas, que não servem para nada. Elas não são úteis; são inúteis. Porque não são
para serem usadas, mas para serem gozadas, Ai você me pergunta: quem seria tolo de gastar tempo
com coisas que não servem para nada? Aquilo que não tem utilidade é jogado no lixo: lâmpada
queimada, tubo de pasta dental vazio, caneta sem tinta... [...]
E foi precisamente isso o que disse Santo Agostinho. As coisas da caixa de ferramentas, do
poder, são meios de vida, necessários para a sobrevivência (...) As ferramentas não nos dão razão
para viver; são chaves para a caixa de brinquedos.
Santo Agostinho não usou a palavra "brinquedo". Sou eu quem a usa porque não encontro outra
mais apropriada. Armar quebra-cabeças, empinar pipa, rodar pião, jogar xadrez ou bilboquê, jogar
sinuca, dançar, ler um conto, ver caleidoscópio: tudo isso não leva a nada. Essas coisas não existem
[20] para levar a coisa alguma. Quem está brincando já chegou. Comparem a intensidade das crianças ao
brincar com o seu sofrimento ao fazer fichas de leitura! Afinal de contas, para que servem as fichas
de leitura? São úteis? Dão prazer? Livros podem ser brinquedos? O inglês e o alemão têm uma
felicidade que não temos, Têm uma única palavra para se referir ao brinquedo e à arte. No inglês,
"play". No alemão, "'spielen". Arte e brinquedo são a mesma coisa: atividades inúteis que dão prazer
e alegria. Poesia, música, pintura, escultura, dança, teatro, culinária: são brincadeiras que inventamos
para que o corpo encontre a felicidade, ainda que em breves momentos de distração, como diria
Guimarães Rosa... [...]
Disponivel em: https://www1.folha.gol.com.br/folha/sinapse/uly10634872,shtml. Acesso em: 18 ago 2021. (Com adaptações)
Ao analisar os textos 1 e 2 e suas finalidades, é possível concluir que
Questão
1 10780360
Difícil
COLUNI/UFV 1° Dia 2020
Leia o texto a seguir para a questão.
Velha Infância
(Tribalistas)
Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância
[...]
Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor
E a gente canta
A gente dança
A gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância
Seus olhos, meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só
Você é assim
[...]
Disponível em: http://www.letras.mus.br/tribalistas/64146. Acesso em: 11 ago. 2019.
Sobre o texto Velha Infância, assinale a afirmativa CORRETA:
Questão
12 10736691
Difícil
COTUCA 2020
Leia, a seguir, fragmentos do Manifesto da Antropofagia periférica, escrito pelo poeta Sérgio Vaz, para responder à questão.
Manifesto da Antropofagia periférica
A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor.
Dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros.
A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade. (...)
Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nasce da múltipla escolha.
A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.
A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar.
[...]
Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.
A Periferia unida, no centro de todas as coisas.
Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte vigente não fala.
Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala.
É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também não compactua com a mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista a serviço da comunidade, do país. (...)
[...]
Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural. Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado.
[...]
Contra os covardes e eruditos de aquário.
Contra o artista serviçal escravo da vaidade.
[...]
A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.
Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor.
É TUDO NOSSO!
Disponível em http://colecionadordepedras/.blogspot.com/2010/08manifesto-da-antropofagia-periferica.html?m=1. Acesso em 18/07/2019.
Ao se publicar um Manifesto, busca-se formal e publicamente a transmissão de opiniões, decisões, intenções e ideias.
Nos trechos transcritos do Manifesto da Antropofagia periférica, é possível identificar o que se afirma em:
Questão
13 10732456
Difícil
IFCE* 1 Ano 2020/1
TEXTO PARA A QUESTÃO
Geni e o Zepelin
(Chico Buarque)
Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!
(...)
Vai com ele, vai Geni!
Vai com ele, vai Geni!
Você pode nos salvar!
Você vai nos redimir!
Você dá pra qualquer um,
Bendita Geni!
Com base na leitura das estrofes e no seu conhecimento de mundo, pode-se dizer também que a sociedade do poema se assemelha à da realidade atual de nosso país, visto que
Questão
117 10541988
Difícil
ENCCEJA* Ensino Fundamental - I, II, III e IV 2020

PORTINARI, C. Criança morta. Óleo sobre tela, 180 x 190 cm. Masp, São Paulo, 1944.
Disponível em: http://quadrosdecorativos.net. Acesso em: 24 jul. 2014.
A situação retratada no quadro, da primeira metade do século XX, tem como causa socioeconômica a